Ferrari sorri enquanto McLaren é alvo de críticas na F1

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A Ferrari já não é o alvo das críticas pela sua estratégia na Fórmula 1, mas surge agora um novo “patinho feio” no paddock: a McLaren. Foi precisamente a equipa de Woking que protagonizou uma das decisões mais contestadas do Grande Prémio do Canadá, onde a aposta nos pneus intermediários para ambos os pilotos, numa pista seca à partida, foi rotulada de “patética” pelo jornalista e antigo gestor de equipas Peter Windsor.

No circuito de Montreal, Lewis Hamilton brilhou ao garantir o segundo lugar, o seu melhor resultado desde que chegou à Ferrari, enquanto Charles Leclerc ficou à porta do pódio, terminando em quarto. Este desempenho permitiu à Scuderia consolidar uma vantagem de 41 pontos sobre a McLaren no campeonato de construtores, confirmando uma recuperação inequívoca da equipa italiana.

Porém, a McLaren viveu um fim de semana para esquecer. Lando Norris foi forçado a abandonar na 40.ª volta devido a um problema na caixa de velocidades, enquanto Oscar Piastri acabou em 11.º lugar, penalizado em 10 segundos por um incidente com Alex Albon que lhe partiu a asa traseira. Contudo, foi a decisão estratégica de optar por pneus intermédios para ambos os pilotos no arranque que gerou indignação.

Peter Windsor, num vídeo publicado no YouTube com o título “McLaren Are PATHETIC!”, não poupou críticas: “Costumávamos falar do pobre Ferrari e das suas estratégias, mas agora, quase em definitivo, o prémio de pior estratégia vai para a McLaren.” O antigo gestor salientou a ausência do CEO Zak Brown, que esteve em Indianápolis, e ironizou com o colapso da equipa em sua ausência.

Windsor explicou ainda que, numa situação de pista ligeiramente húmida ou semi-molhada, o ideal seria ter pelo menos um piloto capaz de conduzir com pneus slicks e tirar o máximo partido do carro. “Se não têm pelo menos um piloto com essa capacidade, então não têm os dois pilotos certos. Eu diria que esse piloto seria o Piastri, pois o Norris é mais cauteloso na chuva.”

Após a corrida, foi o próprio Norris a assumir a responsabilidade pela aposta errada: “Foi uma decisão minha, acabou por ser a decisão errada, é fácil dizer isto com o benefício do conhecimento depois da corrida.” Contudo, Windsor sublinhou que o problema reflete mais a gestão da equipa do que os pilotos: “Se estavam incertos, por que não dividiram as estratégias? É complicado, porque os pilotos sabem o que querem, mas ambos foram para intermédios, o que revela uma falta total de confiança no talento dos seus pilotos.”

O jornalista criticou ainda a escolha de iniciar a prova com pneus intermédios quando a pista já estava seca e não chovia: “Se estivesse a chuviscar e arriscassem com slicks para tentar ganhar vantagem, seria compreensível. Mas começar com intermédios numa pista seca mostra falta de confiança e foi uma decisão patética.”

Este episódio no Canadá deixa a McLaren numa posição delicada e levanta questões sobre a gestão estratégica e a confiança na capacidade dos seus pilotos, numa altura em que a equipa luta para regressar aos lugares cimeiros do pelotão. A Ferrari, por sua vez, começa a mostrar sinais de estabilidade e competitividade que a colocam de novo como referência no campeonato. A batalha está lançada, mas a McLaren precisa de encontrar soluções rápidas para evitar que o epíteto de “equipa desastrosa” se instale definitivamente no seu nome.