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Ferrari favorita no GP da hungria, mas Vasseur mantém cautela

Publicado a 23 de Julho de 2026, 11h36  ·  Atualizado a 23 de Julho de 2026, 12h47  ·  2 min de leitura

A Ferrari parte para o Grande Prémio da Hungria com o SF-26 apontado como um dos chassis a ter em conta no circuito do Hungaroring, especialmente pela sua performance em curvas e pela menor dependência da potência do motor. Contudo, Fred Vasseur, director da equipa, mantém-se prudente quanto às expectativas para o fim de semana em Budapeste.

O SF-26 tem-se destacado pela superioridade em curvas, apesar de acusar uma ligeira falta de potência face aos rivais, sobretudo a Mercedes. A prova disso foi a vitória de Charles Leclerc em Silverstone, onde a Ferrari conseguiu superar a concorrência e colocar Lewis Hamilton no pódio. No entanto, com o Hungaroring a exigir mais aderência e menos potência, o desempenho do motor será menos decisivo, o que poderá alterar a dinâmica da corrida.

Fred Vasseur comentou a situação antes do arranque do fim de semana: “Chegamos a Budapeste depois de dois fins de semana encorajadores, nos quais conseguimos maximizar o nosso resultado graças a um grande esforço de equipa. Isso dá-nos confiança, mas também sabemos que cada Grande Prémio traz o seu próprio desafio único.” O responsável da Ferrari reforçou que, apesar do circuito parecer favorecer algumas características do SF-26, nada está garantido: “No papel, o Hungaroring poderá adequar-se um pouco melhor às características do nosso carro, mas isso, por si só, não é garantia de nada. Como sempre, a execução fará a diferença: teremos de abordar o fim de semana com a mesma concentração, disciplina e atenção ao detalhe que demonstrámos nas últimas duas corridas.”

Vasseur destacou ainda a união da equipa e a motivação dos pilotos, salientando o apoio dos tifosi como um factor importante: “Temos uma equipa unida, dois pilotos altamente motivados, e sabemos que podemos contar com o apoio de todos os nossos tifosi. O nosso objetivo é continuar a avançar na mesma direção, trabalhando bem desde sexta-feira, para nos colocarmos na melhor posição possível para a qualificação e para a corrida.”

A abordagem cautelosa da Ferrari reflete a complexidade do campeonato e a necessidade de manter a consistência para continuar a somar pontos importantes. O Hungaroring, conhecido pelo seu traçado técnico e exigente, poderá ser decisivo para perceber se a equipa italiana consegue capitalizar a vantagem do chassis numa pista que exige mais do comportamento em curva do que da potência do motor. A próxima prova promete desafios únicos e muita atenção ao detalhe para a Ferrari e os seus adversários.

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Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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