Mercedes-Benz quer aproximar elétricos e modelos a gasolina
Os elétricos da Mercedes-Benz deverão aproximar-se visualmente dos modelos a gasolina à medida que evoluem as baterias. Jorg Burzer aponta autonomias de 800 a 900 km como referência, enquanto baterias menos volumosas poderão permitir baixar os bancos e o tejadilho sem reduzir o espaço para os ocupantes.
O essencial
- Baterias menos volumosas poderão libertar espaço debaixo do piso e permitir baixar os bancos e o tejadilho.
- A Mercedes-Benz desenvolve baterias de estado sólido em parceria com a Factorial.
- Um protótipo do EQS percorreu 1.205 km sem recarregar no ano passado.
A próxima mudança de desenho da Mercedes-Benz começa debaixo do piso. Segundo a Drive, a marca quer aproximar a aparência dos futuros elétricos com plataformas próprias da dos modelos a gasolina. Para isso, conta com baterias menos volumosas.
A redução do espaço ocupado pelas baterias, segundo o AutoGear apurou, poderá permitir colocar os ocupantes mais abaixo e baixar o tejadilho sem perder espaço para a cabeça, na interpretação da Drive. Jorg Burzer, diretor técnico da Mercedes-Benz, explicou que esta evolução será particularmente relevante nas arquiteturas de tração traseira.
Elétricos da Mercedes-Benz
O objetivo passa por aproximar as formas sem comprometer a posição dos bancos, o espaço interior ou a altura disponível para os ocupantes. “One of the targets and objectives is obviously to bring the design of EVs and ICE cars more and more and more together.”, afirmou Burzer aos jornalistas australianos, incluindo a Drive.
Segundo a publicação, os atuais CLA, GLA e GLB já partilham carroçaria e plataforma entre versões híbridas e elétricas. O Classe C segue outro caminho, com diferenças entre a versão elétrica e a equivalente a gasolina. As renovações previstas para os modelos existentes ajudarão a reduzir essa distância visual, antes das próximas gerações.
A Drive compara esta orientação com a da BMW, que tem aproximado o desenho dos elétricos do dos modelos a gasolina e a gasóleo. Depois de desenvolver elétricos sobre plataformas de combustão, a rival oferece agora o i3 numa plataforma dedicada, mas com formas muito próximas das do Série 3.
Menos volume, autonomia semelhante
A Mercedes-Benz está a desenvolver baterias de estado sólido com a Factorial, segundo a Drive. O aumento da densidade energética poderá permitir guardar a mesma quantidade de energia num conjunto mais pequeno, libertando espaço debaixo do piso.
Um protótipo do Mercedes-Benz EQS equipado com uma bateria de estado sólido percorreu 1.205 km sem recarregar no ano passado. Apesar desse resultado, Burzer apontou os 800 a 900 km como referência para aproveitar os avanços na redução do volume das baterias. O responsável recordou também o lançamento do EQS com mais de 900 km de autonomia.
Burzer explicou que a marca tem de considerar mercados onde a infraestrutura de carregamento é menos desenvolvida. A comparação foi feita com a Europa, a China e as grandes cidades e regiões dos Estados Unidos. A Mercedes-Benz desenvolve os seus elétricos para diferentes mercados, e não apenas para uma região, salientou o responsável.
Carregamento para lá dos 710 kW
A Drive antecipa que a evolução das baterias também permita carregamentos mais rápidos, acima dos 710 kW em corrente contínua do mais recente Mercedes-AMG GT SUV. Esse valor já supera os 500 kW que, segundo a publicação, os carregadores mais potentes disponíveis na Austrália conseguem fornecer.
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Perguntas e respostas
A Mercedes-Benz aproxima os elétricos dos modelos a gasolina?
A marca quer aproximar as formas sem comprometer a posição dos bancos, o espaço interior ou a altura disponível para os ocupantes. Baterias menos volumosas poderão permitir colocar os ocupantes mais abaixo e baixar o tejadilho.
Com quem desenvolve a Mercedes-Benz as baterias de estado sólido?
A Mercedes-Benz está a desenvolver baterias de estado sólido com a Factorial. O aumento da densidade energética poderá permitir guardar a mesma quantidade de energia num conjunto mais pequeno.
Que autonomia serve de referência para os futuros elétricos?
Jorg Burzer apontou os 800 a 900 km como referência para aproveitar os avanços na redução do volume das baterias. O responsável recordou também o lançamento do EQS com mais de 900 km de autonomia.
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Ficha técnica
- Autonomia referência
- 800 a 900 km
- Protótipo EQS (teste)
- 1.205 km
- Carregamento máximo
- Acima de 710 kW
- Parceiro baterias
- Factorial
AutoGear · 56 artigos
Testes, motores, quilómetros e mais testes. Num mundo de homens, gosta de sobressair, e percebe de motos e de automóveis como poucos. O tempo livre passa-o com os amigos, entre a praia e os acampamentos. É assim que se define: jovem, mas já com conhecimento.
Colaboradora do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.