O BYD Seagull manteve a trajetória após perder pressão a 140 km/h
Fotografia do artigo
O BYD Seagull de 2.ª geração manteve a trajetória após a BYD simular o esvaziamento de um pneu a 140 km/h. Sensores de pressão e de velocidade das rodas levaram o sistema a intervir nos motores e nos travões, até o elétrico parar em segurança.
O essencial
- Um dispositivo perfurou o pneu dianteiro direito do Seagull em vários pontos, durante o teste a 140 km/h.
- O Seagull manteve a trajetória, ligou as luzes de emergência e abrandou até parar em segurança.
- O sistema cruza os dados da pressão dos pneus e da velocidade das rodas antes de intervir.
A 140 km/h, a BYD provocou o esvaziamento de um pneu para testar a segurança do Seagull. Segundo o L’Auto-Journal, o ensaio envolveu a 2.ª geração do citadino elétrico, ainda em fase de aperfeiçoamento.
O Seagull, segundo o AutoGear apurou, manteve a trajetória, ligou automaticamente as luzes de emergência e abrandou até parar em segurança. Para simular a perda súbita de pressão, a BYD instalou um dispositivo que perfurou o pneu dianteiro direito em vários pontos, durante uma passagem em linha reta.
Como reage o BYD Seagull
De acordo com a explicação técnica publicada pelo L’Auto-Journal, o sensor de pressão identifica a roda afetada e transmite a informação à unidade de controlo. Os sensores de velocidade das rodas confirmam o problema, porque o pneu que perde pressão passa a rodar mais depressa do que os restantes.
O computador cruza os sinais para excluir falsos alertas e intervém nos motores e nos travões, de forma a recuperar o equilíbrio do Seagull. Segundo a mesma fonte, a correção da trajetória acontece antes de o condutor ter tempo de perceber o que se passa.
O risco de uma reação brusca
A BYD estima que 3 em cada 10 acidentes em autoestrada sejam causados por uma queda súbita da pressão dos pneus, segundo o artigo. O texto descreve como um rebentamento pode comprometer a estabilidade e fazer o automóvel desviar-se bruscamente para um lado.
A reação de quem conduz pode agravar a situação, com uma viragem repentina do volante ou uma travagem demasiado forte. O sistema testado pela BYD procura contrariar essa perda de controlo através da intervenção automática.
Uma tecnologia fora dos SUV
O L’Auto-Journal recorda que este tipo de tecnologia estava até agora reservado a modelos de topo de gama, como o Yangwang U8. O grande SUV já tinha feito uma demonstração semelhante, mas a 120 km/h.
Segundo a mesma fonte, a Leapmotor também já disponibiliza um dispositivo semelhante em citadinos. Com o teste da futura geração do Seagull, a BYD demonstra esta resposta automática num elétrico de pequenas dimensões.
Leia também
- Varta declara insolvência após perder contrato com a Apple para a China
- Após 20 anos, KTM X-BOW promete ir mais longe
- BYD Seagull, 10 a 70% em 5 minutos nas 3 versões superiores e em postos dedicados
Perguntas e respostas
Como reagiu o BYD Seagull a um pneu rebentado a 140 km/h?
O Seagull manteve a trajetória, ligou automaticamente as luzes de emergência e abrandou até parar em segurança. O teste envolveu a 2.ª geração do citadino elétrico, ainda em fase de aperfeiçoamento.
Como funciona o sistema de segurança do BYD Seagull?
O sensor de pressão identifica a roda afetada e os sensores de velocidade das rodas confirmam o problema. O computador cruza os sinais para excluir falsos alertas e intervém nos motores e nos travões.
"À procura do próximo carro? Espreita as oportunidades disponíveis na Carmine.pt"
AutoGear · 58 artigos
Testes, motores, quilómetros e mais testes. Num mundo de homens, gosta de sobressair, e percebe de motos e de automóveis como poucos. O tempo livre passa-o com os amigos, entre a praia e os acampamentos. É assim que se define: jovem, mas já com conhecimento.
Colaboradora do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.