1.800 cv sem turbos, o Bugatti Tourbillon aposta no V16!
O Bugatti Tourbillon, na fotografia principal do comunicado oficial da marca. Fotografia: sala de imprensa da marca, https://newsroom.bugatti.com/en/press-releases/the-bugatti-tourbillon-an-automotive-icon-pour-leternite
O Bugatti Tourbillon troca o W16 por um V16 atmosférico e chega aos 1.800 cv com ajuda elétrica.
Num comunicado de 21 de junho de 2024, a marca explicou a engenharia do modelo, da bateria estrutural à aerodinâmica para mais de 400 km/h.
O essencial
- O V16 atmosférico de 8,3 litros foi desenvolvido com a Cosworth e fornece 1.000 cv.
- A bateria de 25 kWh permite mais de 60 km em modo elétrico, segundo a Bugatti.
- O painel de instrumentos analógico reúne mais de 600 peças e pesa 700 g.
O Bugatti Tourbillon chega aos 1.800 cv sem recorrer a turbos.
No comunicado de apresentação, de 21 de junho de 2024, a Bugatti explicou como substitui o W16 por um V16 atmosférico com assistência elétrica.
É o primeiro modelo da marca em mais de 20 anos sem o W16.
O V16 de 8,3 litros, desenvolvido com a Cosworth, fornece 1.000 cv, segundo o AutoGear apurou no comunicado.
Os restantes 800 cv vêm de 3 motores elétricos, 2 dianteiros e 1 traseiro.
O motor de combustão pesa 252 kg, atinge 9.000 rpm e trabalha com uma caixa de dupla embraiagem de 8 velocidades.
Bugatti Tourbillon sem turbos
A bateria de 25 kWh, refrigerada a óleo, usa uma arquitetura de 800 V e fica no túnel central e atrás dos ocupantes.
Segundo a Bugatti, permite percorrer mais de 60 km em modo elétrico.
A tração é integral, com distribuição variável de binário entre as rodas.
Os motores elétricos atingem 24.000 rpm e utilizam inversores de carboneto de silício.
A marca anuncia mais de 6 kW por kg nos conjuntos de propulsão elétrica, que incluem motores, inversores e transmissões.
Apesar da bateria e da eletrificação, a Bugatti afirma que o Tourbillon pesa menos do que o Chiron.
No comunicado, previa também uma redução significativa das emissões face ao antecessor.
A bateria faz parte da estrutura
A estrutura em compósito de carbono T800 integra a bateria como elemento resistente e incorpora as condutas de ar dianteiras.
O difusor traseiro também participa na proteção em caso de colisão.
As estruturas auxiliares combinam alumínio de paredes finas com reforços impressos em 3D.
A suspensão multibraços em alumínio substitui os duplos triângulos de aço do Chiron.
Segundo a Bugatti, os novos braços e mangas de eixo reduzem em 45% o peso da suspensão.
Os travões são carbocerâmicos, com comando eletrónico, e os pneus Michelin específicos medem 285/35 R20 à frente e 345/30 R21 atrás.
A asa fica recolhida
A Bugatti desenvolveu a aerodinâmica para velocidades superiores a 400 km/h.
O difusor começa a subir logo atrás do habitáculo e permite manter a asa traseira recolhida nas passagens à velocidade máxima.
A asa produz apoio a velocidades inferiores e funciona como travão aerodinâmico nas desacelerações.
À frente, o ar passa sob os faróis em direção às entradas laterais.
O sistema frontal de arrefecimento encaminha ar através do capot, contribuindo também para o apoio aerodinâmico.
Entre os radiadores existe uma bagageira, e a nova estrutura oferece mais espaço para arrumação.
As portas de abertura diédrica têm acionamento elétrico pelo comando ou pelos botões exteriores e interiores.
Relojoaria em vez de ecrãs
O painel de instrumentos analógico, construído com relojoeiros suíços, reúne mais de 600 peças em materiais como titânio, safira e rubi.
Pesa 700 g e permanece fixo enquanto o aro do volante gira à sua volta.
A consola combina vidro com alumínio e deixa à vista os mecanismos dos comandos.
O ecrã tátil fica escondido até ser necessário.
Surge na vertical em 2 segundos para mostrar a câmara de marcha-atrás ou na horizontal em 5 segundos.
Os bancos estão fixos ao piso, com pedais ajustáveis eletricamente.
A Bugatti estava a desenvolver um sistema de áudio que usava os revestimentos interiores como altifalantes, através de excitadores, dispensando colunas convencionais.
Uma herança de 250 unidades
A Bugatti aponta os Type 35, Type 57SC Atlantic e Type 41 Royale como referências de desempenho, beleza e luxo.
O nome Tourbillon abandona a homenagem a pilotos e recupera uma invenção relojoeira de 1801, concebida para compensar os efeitos da gravidade.
“The Tourbillon had to be incomparable in every respect.”
A afirmação é de Emilio Scervo, diretor de tecnologia da Bugatti Rimac, ao explicar o desenvolvimento de raiz do modelo.
No comunicado de junho de 2024, a Bugatti previa 250 exemplares e entregas aos clientes em 2026, com protótipos já em testes de estrada.
Leia também
- VinFast VF Wild: nova pick-up híbrida promete mais de 1.000 km de autonomia por 28.800 euros
- Só existem 30: este Czinger de 1.250 cv é mais raro que um Bugatti
- Koenigsegg CCGT1: 1.600 cv e 800 kg de downforce para homenagear um carro de corrida que nunca competiu
Perguntas e respostas
Como se explica o Bugatti Tourbillon, do V16 aos 1.800 cv?
O V16 de 8,3 litros fornece 1.000 cv.
Os restantes 800 cv vêm de 3 motores elétricos, 2 dianteiros e 1 traseiro.
Qual é a autonomia elétrica do Bugatti Tourbillon?
Segundo a Bugatti, a bateria de 25 kWh permite percorrer mais de 60 km em modo elétrico.
A bateria é refrigerada a óleo e usa uma arquitetura de 800 V.
Quantos exemplares do Bugatti Tourbillon estão previstos?
No comunicado de junho de 2024, a Bugatti previa 250 exemplares.
As entregas aos clientes estavam previstas para 2026.
Ficha técnica
- Motor
- V16 atmosférico de 8,3 litros
- Potencia
- 1.800 cv (1.000 cv do motor de combustão + 800 cv dos motores elétricos)
- Cilindrada
- 8,3 litros
- Rotações máximas
- 9.000 rpm
- Transmissao
- Caixa de dupla embraiagem de 8 velocidades
- Bateria
- 25 kWh, arquitetura de 800 V
- Autonomia
- Mais de 60 km em modo elétrico
- Travagem
- Carbocerâmicos com comando eletrónico
- Suspensao
- Multibraços em alumínio
- Rodas
- 285/35 R20 à frente, 345/30 R21 atrás
- Producao
- 250 exemplares previstos
AutoGear · 25 artigos
É o que se chama uma verdadeira Kill Machine. Ainda está indeciso se gosta mais de motos ou de automóveis: um verdadeiro híbrido. Nada lhe mete medo. O tempo livre gosta de o passar a queimar quilómetros, seja em motos ou em automóveis.
Colaborador do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.