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Os nomes dos automóveis chineses não seguem todos a mesma lógica

Publicado a 1 de Novembro de 2026, 12h53  ·  5 min de leitura

O Lynk & Co 08, numa fotografia oficial da marca; imagem representativa do guia. Fotografia: sala de imprensa da marca, https://press.lynkco.com/fr-BE/assets/235403/

Automóveis chineses como o Seal e o B10 têm nomes que seguem lógicas diferentes consoante a marca. Este guia explica o que algumas designações indicam, da família Ocean da BYD às letras e números usados pela Leapmotor.

O essencial

  • Na BYD, DM-i identifica a tecnologia híbrida recarregável.
  • Na Leapmotor, a letra indica a plataforma técnica ou geração e o número dá indicação do tipo de carroçaria.
  • A Lynk & Co numera os modelos pela ordem de apresentação ou desenvolvimento.

Na Lynk & Co, o número do modelo não indica o seu tamanho. Segundo o Journal des Flottes, a Lynk & Co numera os modelos pela ordem de apresentação ou desenvolvimento, enquanto outras marcas usam os números para indicar dimensões.

Automóveis chineses, lógicas diferentes

O Lynk & Co 08 em vista lateral; imagem representativa do guia.
O Lynk & Co 08 em vista lateral; imagem representativa do guia.

As designações podem indicar a carroçaria, a plataforma ou a motorização, segundo o AutoGear apurou no guia publicado pelo título francês. Há também nomes inspirados em animais marinhos, dinastias e montanhas, mas cada marca segue a sua própria lógica.

BYD entre animais e dinastias

Na BYD, alguns modelos elétricos recorrem ao universo marinho. Dolphin significa golfinho, Seal significa foca e Sealion significa leão-marinho; os Sealion 5 e 7 são exemplos desta família.

Seal U, Dolphin Surf e Dolphin G DM-i seguem a mesma lógica. DM-i identifica a tecnologia híbrida recarregável da BYD, presente também no Shark, uma pick-up cujo nome significa tubarão.

A família Dynasty inspira-se em dinastias chinesas, como acontece com o Tang. Já Atto, usado nos Atto 2, Atto 3 Evo e Atto 8 de exportação, deriva de attossegundo e procura evocar velocidade e tecnologia.

Leapmotor organiza por famílias

Na designação descrita para a Leapmotor, a letra identifica a plataforma técnica ou geração, enquanto o número indica o tipo de carroçaria. O número também aponta para o segmento, com 10 para SUV, 05 para berlinas compactas ou modelos de portão traseiro e 03 para modelos pequenos.

O T03 pertence à série urbana histórica T. A geração B inclui o SUV compacto B10, o B05 e os futuros B03 e B03X; a família C reúne modelos familiares maiores, como o C10 e o C16.

A letra D identifica grandes berlinas e SUV, como o D19. Assim, as letras e os números ajudam a reconhecer famílias e tipos de modelo, sem constituírem uma regra comum a todas as marcas chinesas.

Lynk & Co conta apresentações

A traseira do Lynk & Co 08; imagem representativa do guia.
A traseira do Lynk & Co 08; imagem representativa do guia.

A Lynk & Co segue uma sequência cronológica, não uma escala de tamanhos, explica o guia. O 01 é um SUV compacto, o 02 é um crossover próximo de uma berlina compacta, o 03 é uma berlina de 3 volumes e o 08 é um SUV familiar.

Chery cresce com os números

Omoda e Jaecoo usam números para distinguir dimensões. O Omoda 5 fica abaixo do 7 e acima do 4, previsto para França em 2027; a gama francesa inclui também o 9, enquanto a Jaecoo tem os modelos 5 e 7.

Omoda combina uma referência ao oxigénio com «moda»; Jaecoo junta «Jaeger», caçador em alemão, a «cool». Na Chery, Tiggo identifica a família de SUV e crossovers, e um número maior significa um modelo maior.

A marca iniciou operações em França em 1 de setembro de 2026 com os Tiggo 4, 7 e 8.

Denza usa o próprio nome

Cada letra de DENZA corresponde a uma família, segundo o guia. D identifica grandes monovolumes, como o D9; N agrupa SUV, como N7, N8 e N9; Z reúne berlinas e desportivos, incluindo Z e Z9GT.

E destina-se a modelos executivos e de grande turismo, enquanto A identifica berlinas compactas ou de entrada. O Bao 5 é uma exceção. Na China pertence à Fang Cheng Bao, mas surge como Denza na exportação para evitar apresentar outra marca ao público europeu.

XPeng separa as carroçarias

Na XPeng, G identifica SUV, como G6 e G9, e P distingue berlinas, como P7+; X aparece no monovolume X9. A família Mona, inspirada em Mona Lisa, usa M para berlinas e L para SUV, como o L03.

Os números 3 e 5 indicam modelos compactos e acessíveis, e 6 corresponde ao segmento intermédio. O 7 identifica berlinas de estrada e o 9 os modelos maiores e superiores.

Zeekr e Geely seguem caminhos diferentes

O interior do Lynk & Co 08; imagem representativa do guia.
O interior do Lynk & Co 08; imagem representativa do guia.

A Zeekr começou em 2021 com designações como 001 e mudou de lógica com o 7X, em 2024. X identifica SUV e crossovers, GT os modelos mais dinâmicos, 7 os familiares intermédios e 9 os maiores.

Na Geely, E identifica elétricos, geralmente com números ímpares para SUV e pares para berlinas e citadinos. A família Star com EM-i reúne híbridos recarregáveis, como o Starray EM-i.

O Monjaro EM-i chama-se Xingyue L na China, com «Xing» a significar estrela; o nome de exportação homenageia o Kilimanjaro.

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Perguntas e respostas

O que significam os nomes dos automóveis chineses?

As designações podem indicar a carroçaria, a plataforma ou a motorização. As lógicas variam de marca para marca.

O que significa DM-i na BYD?

DM-i identifica a tecnologia híbrida recarregável da BYD. O sufixo também aparece no Shark.

Um número maior identifica sempre um modelo maior?

Na Chery, um número maior significa um modelo maior. A Lynk & Co segue uma sequência cronológica, não uma escala de tamanhos.

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Redação

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Assinatura colectiva da redação do AutoGear. Assina os textos dos colaboradores da casa, Pedro Albuquerque, Diogo Mota e Vasco Santos, e o acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel, produzido com apoio de ferramentas automáticas.

A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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