Mike Krack confirmou que o Grande Prémio da Bélgica, em Spa-Francorchamps, será o circuito mais difícil da temporada para a Aston Martin, reforçando as declarações de Lance Stroll no GP de Inglaterra. O diretor desportivo da equipa, sediada em Silverstone, apontou não só o comprimento da pista — a mais longa do calendário de Fórmula 1 — como um dos principais desafios, mas também as características únicas do traçado situado na floresta das Ardenas. Com 44 voltas, o GP da Bélgica é a única prova com menos de 50 voltas na temporada, e o circuito apresenta várias retas longas e zonas de aceleração máxima, complicando a gestão de energia, um problema agravado pela já limitada potência da unidade Honda instalada no Aston Martin AMR26.
Apesar das atualizações esperadas para o chassis e motor, a equipa, que somou apenas um ponto até agora, graças a Fernando Alonso em Mónaco, poderá enfrentar uma jornada particularmente complicada em Spa antes de poder contar com as melhorias previstas para o Grande Prémio da Hungria. Lance Stroll chegou mesmo a qualificar o fim de semana como “realmente difícil” e “provavelmente o pior circuito do ano” para o AMR26, opinião com a qual Mike Krack se mostrou plenamente de acordo. “Sim, conhecemos as sensibilidades deste circuito em relação aos diversos parâmetros do carro, e tenho de concordar com o Lance. Não é só o comprimento da volta que nos vai afectar, mas também a sua natureza. Por isso, acho que podemos esperar dificuldades”, explicou Krack aos meios de comunicação, incluindo o RacingNews365.
O desafio da escassa energia disponível não se limita à Aston Martin, sendo um problema para toda a grelha, mas Spa-Francorchamps deverá evidenciar ainda mais a desvantagem da equipa, mais do que aconteceu em Silverstone, onde já foi uma prova dura. Shintaro Orihara, diretor geral e engenheiro-chefe da Honda em pista, admitiu: “Este circuito é bastante complicado comparado com Silverstone. Temos longas retas e é complicado gerir a distribuição do MGU-K… Preparamos alguns dados, mas precisamos de verificar qual a melhor estratégia para as longas retas.” Orihara acrescentou que será necessário encontrar um compromisso na utilização da potência, sugerindo que a Aston Martin terá de ponderar cuidadosamente o momento ideal para ativar o sistema, pois “se o usarmos no início da reta, perdemos muita velocidade no final, por isso temos de considerar onde o devemos ativar.”
Com a próxima prova a aproximar-se, a Aston Martin prepara-se para um teste exigente que poderá ditar um último esforço complicado antes das melhorias técnicas em Budapeste, enquanto a equipa tenta minimizar os danos num circuito que se perspetiva como um verdadeiro pesadelo para o seu monolugar.
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