Alpine enfrenta o teste mais decisivo da nova era na fórmula 1

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A Alpine enfrenta um dos seus testes mais críticos na temporada de 2026 da Fórmula 1, após uma descida acentuada que a viu passar de um potencial candidato a rivalizar com as grandes equipas para uma posição no meio do pelotão. No Grande Prémio da Hungria, a equipa registou a sua segunda corrida sem pontos em quatro fins de semana, numa altura em que a McLaren conquistou a sua primeira vitória na defesa do título, sublinhando a posição da Alpine na hierarquia dos clientes da Mercedes.

Pierre Gasly comentou a situação após um desempenho anterior mais promissor, onde terminou em sétimo no Grande Prémio do Japão, destacando que o Alpine era o quarto carro mais rápido, a 1.028% do tempo de referência. “Não podemos esquecer que em Xangai estávamos a três décimos da McLaren; aqui em Suzuka foi um pouco mais, mas eles foram campeões do mundo no ano passado e nós ficámos em último no campeonato“, disse Gasly, referindo-se ao progresso da equipa, que espera fechar a distância nas próximas corridas.

No entanto, a atmosfera mudou drasticamente na Hungria, onde a Alpine foi classificada como a sétima equipa mais rápida, a 2.120% do tempo de referência, e perdeu a quinta posição no campeonato de construtores para os Racing Bulls. Gasly expressou a sua frustração: “Não é a realidade que quero ver, mas não há como esconder. Tivemos algumas corridas em que a história foi a mesma: qualificações em 12.º e 13.º, atrás dos Racing Bulls e da Audi, e na corrida, mesmo que esperemos estar lá, a verdade é que a velocidade pura não está do nosso lado.”

Os desafios que a Alpine enfrenta não são apenas o resultado de falhas internas, mas também do desenvolvimento acelerado dos seus rivais. Gasly explicou que “é apenas desenvolvimento”; os Racing Bulls trouxeram muitas atualizações eficazes que superaram as expectativas. Enquanto isso, a Alpine introduziu menos atualizações nos últimos eventos, com apenas seis em comparação com as dez dos Racing Bulls.

O diretor desportivo da equipa, Dave Greenwood, reconheceu que a Alpine está “um pouco fora de sintonia” em relação aos outros e que a equipa não trouxe atualizações para o circuito “sensível à carga” da Hungria. Apesar disso, a Alpine dirigirá o seu foco para o Grande Prémio da Holanda, onde espera que um novo pacote de atualizações faça a diferença. Gasly referiu que a equipa enfrenta problemas como um equilíbrio aero inconsistente, má tração e subesterço, questões que se espera que sejam resolvidas.

A pressão para que a Alpine mostre progresso é elevada, especialmente considerando que o ex-diretor Flavio Briatore havia afirmado que uma boa performance em 2026 significaria “lutar em cada corrida para marcar pontos; para estar entre os seis ou sete primeiros”. Gasly reiterou a importância das próximas atualizações: “Se quisermos manter a esperança para o quinto lugar no campeonato, é crítico para nós.”

Deste modo, a Alpine tem um desafio significativo pela frente em Zandvoort, onde a introdução de novas atualizações pode ser decisiva para o seu desempenho na segunda metade da temporada. Com a pressão sobre a equipa a aumentar, será fundamental que as alterações esperadas resultem em melhorias palpáveis no desempenho da equipa.

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