Alex Albon, piloto da Williams, tornou-se inesperadamente protagonista no Grande Prémio do Canadá, não apenas pelo desempenho na pista, mas pela polémica envolvendo um animal selvagem. Durante a primeira sessão de treinos livres no Circuit Gilles Villeneuve, em Montreal, Albon viu-se forçado a uma manobra arriscada para evitar atropelar uma marmota que atravessou subitamente a pista. O desvio brusco acabou por enviar o piloto contra o muro, provocando danos severos no seu monolugar e obrigando-o a abandonar a sessão.
Com 30 anos, o piloto britânico-thai revelou toda a sua perícia ao tentar poupar a vida do animal, mesmo que isso custasse caro ao seu desempenho na prova. A Williams não conseguiu reparar os estragos a tempo para a sessão de qualificação sprint, que decorreu cerca de três horas depois, deixando Albon fora da luta pela melhor posição na grelha.
Esta atitude valer-lhe-ia um elogio inesperado, vindo da organização de defesa dos direitos dos animais PETA, que considerou Albon “um verdadeiro vencedor” pela sua atitude em pista. A associação destacou a coragem e o respeito pelo mundo animal demonstrados pelo piloto numa altura em que a velocidade e o risco são norma no desporto motorizado.
Este incidente levanta novamente o debate sobre a presença de fauna selvagem em circuitos urbanos, especialmente em Montreal, conhecido por ser um traçado onde as marmotas são presença constante. Enquanto Albon pagou um preço elevado em termos desportivos, a sua reação ética é um exemplo que vai para além do simples cronómetro.
A Williams e Albon terão agora de trabalhar arduamente para recuperar posições nas próximas provas, mas a imagem do piloto ficou reforçada junto da comunidade que valoriza o respeito pelos animais e o fair play dentro e fora das pistas. Esta situação inédita no Mundial de Fórmula 1 promete ser recordada como um momento onde a humanidade sobrepôs-se à competição.




