A Audi acaba de revelar por completo o novo Q9, o maior e mais luxuoso SUV alguma vez produzido pela marca alemã. Com dimensões gigantescas, tecnologia de ponta e uma versão SQ9 equipada com um V8 biturbo de 4,0 litros e 599 CV, o novo modelo chega com os olhos postos sobretudo no mercado norte-americano.
E quando dizemos que o Q9 é grande, é mesmo grande. O novo SUV mede 5,31 metros de comprimento, 2,21 metros de largura e apresenta uma distância entre eixos de 3,14 metros. Face ao Q7, é 25 centímetros mais comprido, 20 centímetros mais largo e tem mais 14,5 centímetros entre os eixos. Com estas dimensões, a Audi entra finalmente num território onde até agora não tinha presença direta: o dos grandes SUV de luxo como o BMW X7 e o Mercedes-Benz GLS.

Um SUV que não passa despercebido
O Q9 distingue-se desde logo pela frente imponente, dominada por uma enorme grelha vertical com barras também verticais e uma moldura preta bastante expressiva.
Na traseira, a Audi optou por uma solução mais limpa, colocando a matrícula no para-choques e deixando a porta da bagageira livre de elementos desnecessários. O destaque vai para os grupos óticos traseiros digitais OLED, com painéis curvos que acompanham o formato tridimensional da carroçaria.

Mas é no interior que a Audi parece querer justificar verdadeiramente o estatuto de topo de gama. O Q9 terá sete lugares de série, enquanto os clientes poderão optar por uma configuração de seis lugares com duas cadeiras individuais na segunda fila. E há espaço suficiente para que até os passageiros da terceira fila possam viajar com conforto.
Outro dos destaques é o enorme teto panorâmico de vidro, com mais de 1,5 m² de superfície. A versão mais sofisticada permite controlar eletronicamente a transparência em nove zonas distintas e conta com 84 LED, capazes de criar até 30 ambientes diferentes.
Tecnologia para todos os gostos
A lista de equipamento tecnológico é extensa. Entre as opções está um sistema de som Bang & Olufsen de 1.360 watts e 22 altifalantes, complementado por atuadores integrados nos bancos que fazem vibrar os assentos ao ritmo da música. Os próprios encostos de cabeça contam com altifalantes individuais, permitindo ouvir chamadas telefónicas ou instruções de navegação sem incomodar os restantes passageiros.

Há ainda um sistema de emergência capaz de detetar quando o condutor deixa de responder. Em determinadas condições, o Q9 pode reduzir a velocidade, encaminhar-se para a berma e parar, efetuando posteriormente uma chamada de emergência. As portas também são elétricas e podem abrir até 90 graus. Sensores impedem que estas embatam em obstáculos, enquanto a aplicação myAudi permite controlar a abertura remotamente.
Diesel, gasolina e um V8 para quem quer mesmo potência
Na Europa, o Q9 será lançado com um motor diesel de seis cilindros em linha e 3,0 litros, associado a um sistema híbrido ligeiro e turbocompressores elétricos. A potência é de 299 CV, com a força a ser enviada para as quatro rodas através de uma caixa automática de oito velocidades. Nos Estados Unidos, a versão de entrada recorre a um V6 a gasolina de 2,9 litros com 435 CV. Este motor permite ao Q9 acelerar dos 0 aos 100 km/h em 4,9 segundos.

Mas a verdadeira estrela da gama será o SQ9. A versão desportiva recebe o conhecido V8 biturbo de 4,0 litros, com 599 CV e um desempenho bastante sério para um SUV deste tamanho: 0 aos 100 km/h em apenas 3,8 segundos. Nos Estados Unidos, o Q9 terá um preço inicial equivalente a cerca de 75.700 euros, enquanto o SQ9 deverá rondar os 101.500 euros, antes de impostos e outros custos associados. São valores convertidos diretamente dos preços anunciados para o mercado norte-americano.
Suspensão preparada para esconder o tamanho
Para tentar tornar os 5,31 metros de comprimento mais fáceis de lidar, o Q9 contará de série com suspensão pneumática adaptativa. A direção às quatro rodas também será de série, permitindo virar as rodas traseiras até cinco graus. A solução deverá ajudar bastante nas manobras e nos estacionamentos, sobretudo em espaços apertados.
E esta é uma característica particularmente importante para a Audi, já que o Q9 foi pensado sobretudo para o mercado norte-americano. A marca não espera que o modelo tenha volumes de vendas particularmente elevados na Europa. Com o BMW X7 e o Mercedes-Benz GLS como principais rivais, a Audi quer usar o Q9 para ganhar espaço no segmento dos grandes SUV de luxo nos Estados Unidos.
E há uma coisa que fica clara: se o Q7 já parecia grande, o Q9 decidiu levar essa ideia a outro nível.

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