Colton Herta regressa ao volante da Cadillac na primeira sessão de treinos livres no Grande Prémio da Hungria, numa altura em que a equipa americana continua a avaliar opções para o futuro do seu plantel de pilotos em Fórmula 1. Herta, que deixou a IndyCar para se concentrar na Fórmula 2, enfrenta dificuldades na sua adaptação ao novo campeonato, estando em 16.º lugar no campeonato e com a obtenção da Super Licença em risco, devido à falta de pontos suficientes. Paralelamente, Ugochukwu, piloto americano de Fórmula 3, surge como possível alternativa para a Cadillac, caso surja uma vaga em 2027.
Na qualificação para a prova no circuito de Hungaroring, Herta marcou presença na primeira sessão de treinos livres, a sua segunda participação em FP1 esta época depois do debut em Barcelona. A Cadillac apostou inicialmente em pilotos experientes, Sergio Perez e Valtteri Bottas, com Herta como piloto de testes. Contudo, o futuro na equipa poderá passar ainda por outras opções, especialmente se Perez atrair interesse de outras equipas. Ugochukwu, líder do campeonato de Fórmula 3 por uma margem mínima face a Freddie Slater, foi questionado sobre as ligações à Cadillac e a possibilidade de subir diretamente para Fórmula 1.
Antes do Grande Prémio da Hungria, Ugochukwu afirmou a PlanetF1.com: “Penso que há muitas conversas, mas para mim, neste momento, não é um tema principal ou algo que precise de ser discutido. Estou focado no meu ano de Fórmula 3 e em terminar a época em alta.” O piloto novaiorquino sublinhou ainda a importância da progressão habitual no automobilismo: “Ainda temos a Fórmula 2, que é o próximo passo nas séries de promoção, e é nisso que estou a concentrar-me.” Questionado sobre o apelo de uma equipa americana em Fórmula 1 e o quão longe se sente de estar pronto para a categoria máxima, Ugochukwu respondeu: “Como disse, não estou a pensar tão longe. Claro que, como americano, é muito fixe ver uma equipa americana na grelha de Fórmula 1, mas deixo essas discussões para a minha gestão. Eu foco-me na minha época.”
A transição de Herta para a Fórmula 2 tem sido complicada, o que torna a obtenção da Super Licença uma questão pendente para o piloto, que precisa de mais pontos para assegurar a elegibilidade total para competir em Fórmula 1. A Cadillac, enquanto equipa americana, mantém-se atenta a ambos os jovens pilotos, com Herta a ter garantidas quatro participações em sessões de FP1 em 2026, e Ugochukwu a despontar como uma alternativa promissora. O confronto entre estes dois talentos americanos promete ser um dos temas a acompanhar nas próximas temporadas da Fórmula 1, especialmente à medida que a ‘silly season’ se intensifica com as decisões dos pilotos para 2027.
A próxima prova do campeonato decorre em Hungaroring, palco onde Ugochukwu lidera o campeonato de Fórmula 3 e onde tanto a Fórmula 2 como a Fórmula 3 terão destaque nas sessões de apoio à Fórmula 1. O desempenho dos jovens pilotos americanos poderá influenciar as escolhas estratégicas da Cadillac para as próximas épocas, num momento crucial para o futuro da equipa no Mundial de Fórmula 1.
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