A Ferrari revelou a sua atualização da asa traseira ‘Macarena’, inspirando-se na solução da rival McLaren para aumentar a carga aerodinâmica no Grande Prémio da Hungria. Esta evolução inclui uma cascata de pequenos elementos aerodinâmicos na zona central da asa, substituindo o habitual atuador, numa estratégia já adotada por várias equipas no Grande Prémio de Mónaco, mas que a Ferrari tinha evitado na altura.
Para o traçado do Hungaroring, onde a carga aerodinâmica é prioritária face à redução de resistência, a Ferrari introduziu uma série de três elementos na área central da asa traseira, muito semelhante ao conceito utilizado pela McLaren em Mónaco. Além disso, acrescentou novos suportes acima do elemento superior da asa, com o intuito de aumentar ainda mais a downforce do monolugar.
A McLaren também prepara-se para estrear a sua própria asa ‘Macarena’ numa prova, precisamente neste Grande Prémio da Hungria. A equipa de Woking tinha planeado a estreia do novo desenho no GP da Áustria, mas retirou a peça do MCL40 antes mesmo de sair da garagem, devido a problemas iniciais. Após ajustes na fábrica, a versão revista foi montada no carro de Oscar Piastri antes do início dos treinos livres.
Esta asa da McLaren apresenta uma fixação diferente no atuador, que permitirá que o elemento se vire completamente, aumentando a eficácia aerodinâmica. Contudo, a equipa pretende apenas testar a asa durante o fim de semana húngaro, regressando ao desenho habitual para a qualificação. Caso a solução se revele positiva, o novo conceito deverá ser utilizado pela primeira vez no Grande Prémio de Itália.
Também a Mercedes prepara uma nova especificação da asa traseira para o GP da Hungria, introduzindo elementos adicionais sobre o flap superior, reforçando a busca por mais downforce para este circuito exigente.
Estas atualizações evidenciam a importância crescente da aerodinâmica nas batalhas entre as equipas, com a asa ‘Macarena’ a tornar-se num elemento chave na estratégia para melhorar o desempenho em pistas onde a aderência aerodinâmica é fundamental. O Grande Prémio da Hungria promete, assim, ser um laboratório crucial para testar estas evoluções antes dos desafios seguintes do calendário.
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