Mercedes procura resolver problema grave de velocidade de George Russell

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George Russell enfrenta um problema sério de velocidade em linha reta no seu Mercedes W17, que tem afetado os seus tempos de volta em dois fins de semana consecutivos de Grande Prémio. No Grande Prémio da Bélgica, realizado no circuito de Spa-Francorchamps, o piloto britânico não conseguiu acompanhar o ritmo do seu colega de equipa, Kimi Antonelli, que conquistou uma pole position impressionante. Russell qualificou-se apenas na quarta posição, a meio segundo do tempo do companheiro.

Russell explicou, em declarações após a qualificação, que o problema de velocidade em linha reta tem sido um desafio constante. “Ontem estava a perder oito décimos nas retas. Hoje, estou a perder quatro décimos. É um passo na direção certa, mas já vimos isto em Silverstone. Pensámos que era simplesmente os travões, mas não era. Depois pensei que fosse o meu estilo de condução com o acelerador, mas agora estamos muito confiantes que não é isso. Há um problema sério em jogo”, afirmou o piloto da Mercedes.

O britânico revelou ainda que a equipa está a trabalhar intensamente para resolver esta situação, mas que cada volta em que perde entre dois a seis décimos nas rectas é frustrante. “Quando vejo que estou a perder tempo nas retas mesmo a fundo, sinto-me impotente. Não sabemos o que está a acontecer, mas não penso que seja o motor”, acrescentou Russell.

Apesar desta dificuldade, Russell mostrou-se satisfeito com o seu desempenho nas zonas de curva do circuito. “Estou contente com a minha volta, fui mais rápido em muitas curvas e sei que há áreas onde podia melhorar, mas isso seria uma luta normal pela pole position. O problema está nas retas”, explicou. Questionado se sente a tentação de compensar esta perda de velocidade a arriscar mais nas curvas, respondeu: “É tentador, mas os meus engenheiros fizeram um trabalho excelente a mostrar-me onde estou a perder tempo. Quando percebo que mais de 75% da perda vem do motor, sinto-me um pouco melhor.”

Russell terminou a sua análise com um olhar para o futuro: “Não sei qual é a solução, mas estou a rezar para que, antes de Budapeste, consigamos resolver este problema.” A situação de Russell evidencia um desafio técnico significativo para a Mercedes, que terá de encontrar rapidamente a resposta para evitar que estes problemas comprometam o desempenho do piloto britânico nas próximas provas do campeonato.

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