George Russell esclareceu a “regra prática” seguida na qualificação da Fórmula 1, após a proposta radical de Carlos Sainz para penalizar com perda de lugares na grelha os pilotos que causassem bandeiras amarelas ou vermelhas. O inglês conquistou a pole position na Áustria em circunstâncias algo invulgares, sob bandeiras amarelas provocadas pelo acidente de Max Verstappen. Kimi Antonelli abortou a sua volta por acreditar que existiam bandeiras amarelas duplas, que obrigam os pilotos a reduzir a velocidade e estar preparados para parar, enquanto que em bandeiras amarelas simples basta levantar o pé para evitar sanções, tendo Russell mantido a pole.
Na reunião do GPDA (Associação dos Pilotos de Grande Prémio) em Silverstone, Sainz, piloto da Williams e diretor do grupo, sugeriu que qualquer condutor que provocasse uma bandeira amarela ou vermelha fosse penalizado com uma perda de lugares na grelha. Russell reconheceu que a ideia tem “prós e contras”, explicando a complexidade do trabalho dos comissários e dos responsáveis pela sinalização das bandeiras após incidentes. “Já foi discutido que quem causa uma bandeira amarela ou vermelha devia ser punido, porque isso afeta outros pilotos, por exemplo, com a eliminação da melhor volta. Vemos isso noutras categorias, mas por outro lado, haveria quem argumentasse que os pilotos deixariam de arriscar tanto na qualificação e queremos vê-los a ultrapassar os limites”, comentou o piloto da Mercedes, quando questionado pela RacingNews365.
Russell referiu ainda que o debate surgiu após o GP do Azerbaijão, onde vários pilotos bloquearam as rodas e saíram para as zonas de escape, com a sensação entre eles de que uma bandeira amarela dupla não era adequada, pois prejudicava completamente a volta de outros, sendo que uma bandeira amarela simples seria suficiente, salvo decisão em contrário da FIA. “Essa é a regra prática que se tem seguido, ou seja, em caso de incidente na qualificação, coloca-se uma bandeira amarela simples. Temos de lembrar que quem aciona a bandeira é um voluntário, o comissário, e não a FIA diretamente. A FIA depois revê e pode subir o nível da bandeira se achar necessário. E eu já estou a falar há 30 segundos, mas eles têm de decidir em cinco, seis ou dez segundos, o que não é fácil”, explicou.
Questionado sobre se o incidente na Áustria deveria ter tido bandeira amarela dupla, Russell foi categórico: “Claro que sim, deveria ter sido uma bandeira amarela dupla, mas há muitos casos em que os pilotos dizem que não devia ser e que a bandeira amarela simples chega. O trabalho não é nada fácil.” Esta explicação do piloto da Mercedes lança luz sobre a difícil tarefa dos comissários em gerir a segurança e a justiça durante as sessões de qualificação da Fórmula 1.
Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)

