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Lewis Hamilton explica por que Ferrari demora meses a alcançar Mercedes

Publicado a 15 de Julho de 2026, 23h10  ·  Atualizado a 16 de Julho de 2026, 21h14  ·  2 min de leitura

Lewis Hamilton admitiu que a Ferrari precisará de meses para conseguir aproximar-se do motor da Mercedes, apesar da Scuderia ter lançado recentemente uma nova unidade motriz que já lhe permitiu vencer em Silverstone com Charles Leclerc. O piloto britânico reconhece que a Ferrari tem um chassis forte com o SF-26, mas o motor continua a ser um obstáculo para igualar a potência da Mercedes.

No Grande Prémio da Áustria, a Ferrari apresentou uma atualização na sua unidade motriz, que demonstrou melhorias significativas, contribuindo para a vitória do monegasco na prova seguinte. Contudo, Hamilton sublinhou que o motor da Ferrari ainda utiliza um turbo mais pequeno do que os seus rivais, o que resulta numa boa saída das curvas, mas numa velocidade inferior nas rectas, onde Mercedes e Red Bull levam vantagem. Tanto Hamilton como Leclerc já manifestaram insatisfação com essa limitação de velocidade em linha recta.

Sobre os trabalhos em curso para melhorar o motor, Hamilton explicou aos jornalistas, incluindo a Motorsport Week, que não existe uma solução rápida. “Quando se trata do motor, não há muito que o piloto possa fazer. São as equipas na fábrica, com a sua experiência, que têm de descobrir quais as mudanças necessárias para desbloquear o potencial do motor”, afirmou. Acrescentou ainda que, durante os fins de semana de corrida, a equipa debate os aspectos da condução que precisam de ser ajustados, como a resposta ao acelerador, as mudanças de caixa e as relações de transmissão, para depois realizarem testes no simulador.

Hamilton também destacou a fiabilidade do SF-26, classificando-a como “a coisa mais incrível” no atual campeonato. Muitas equipas têm enfrentado problemas de fiabilidade com as novas regras, especialmente a Mercedes, que sofreu várias falhas eléctricas e mecânicas que lhe custaram pontos face às investidas da Ferrari. “Por vezes parece que falta potência da bateria no final das rectas, e isso vê-se nos dados em comparação com a Mercedes e a Red Bull. Mas é preciso perceber que levará meses a desenhar e implementar as alterações para garantir fiabilidade”, referiu o piloto da Mercedes. “O mais impressionante é que a Ferrari conseguiu construir um carro e um motor fiáveis, e agora podemos basear-nos nessa fundação, graças à mudança nas regras.”

A próxima fase do campeonato será decisiva para perceber se a Ferrari consegue manter a evolução do seu motor e reduzir ainda mais a vantagem da Mercedes, enquanto a Mercedes procura ultrapassar os problemas de fiabilidade que têm afetado o seu desempenho nas provas recentes.

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Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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