Guenther Steiner desafia McLaren a criar motor próprio na fórmula 1

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Guenther Steiner lançou um desafio claro à McLaren: é tempo de amadurecer e construir o seu próprio motor de Fórmula 1, em vez de culpar o fornecedor quando as coisas não correm como esperado. A McLaren, campeã mundial em título, tem sido largamente superada pela Mercedes no arranque da nova era regulamentar, acumulando 154 pontos, contra 333 da equipa de Brackley.

Ambas as equipas utilizam unidades de potência fornecidas pela Mercedes High-Performance Powertrains (HPP). Contudo, enquanto a Mercedes conquistou sete das nove provas disputadas esta temporada, dominando ambas as tabelas do campeonato com um 1-2 no campeonato de pilotos, a McLaren ainda não conseguiu vencer qualquer Grande Prémio. A diferença não se deve apenas ao chassis MCL40, como admitiu o diretor da equipa, Andrea Stella, que destacou o défice na exploração da unidade de potência.

“Se olharmos para os dados por GPS, torna-se evidente que precisamos manter o diálogo aberto com a HPP, porque parece que ainda deixamos algum desempenho por explorar”, explicou Stella em Silverstone, em declarações à imprensa, incluindo à PlanetF1.com. “Estamos numa fase inicial do nosso conhecimento, enquanto a equipa oficial está muito mais avançada. A forma como eles operam mostra que têm uma compreensão muito maior, e talvez o fluxo de informação entre nós não tenha sido o esperado.”

Para Guenther Steiner, antigo responsável da Haas, que falou no podcast The Red Flags, as queixas da McLaren sobre a unidade de potência são um pretexto recorrente. “Eles são um fabricante de automóveis e deviam fazer o seu próprio motor”, disse Steiner. “Sempre que algo corre mal, a desculpa é o motor. Já tiveram problemas com a Renault, com a Honda, agora é com a Mercedes. Chegou a hora de serem adultos e de investirem na sua própria unidade de potência.”

Steiner reforçou a sua opinião: “Têm dinheiro suficiente, o Zak (Brown) é muito bom a angariar patrocínios. Em vez de acumular esse dinheiro, deviam investir em desenvolver um motor. Isso enviaria uma mensagem forte. Para além disso, comercialmente, seria vantajoso para os seus carros antigos. Olhem para a Red Bull e a Audi: são fabricantes que querem caminhar com as próprias pernas e ser levados a sério.”

Questionado sobre as razões que impedem a McLaren de seguir esse caminho, Steiner apontou o custo e a complexidade do processo. “Fazer um motor é caro e difícil, não é fácil. O primeiro obstáculo é o dinheiro e depois as pessoas certas. Mas se não estão satisfeitos com o que têm, têm de criar a sua própria solução.”

A McLaren enfrenta assim um momento decisivo para o futuro, com a pressão a crescer para que invista numa unidade de potência própria e se afaste da dependência dos seus fornecedores. O próximo capítulo da temporada e das estratégias de desenvolvimento poderá definir o rumo da equipa no campeonato de 2024 e além.

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