O acidente entre Zane Smith e Carson Hocevar foi o momento mais polémico da última corrida da NASCAR Cup Series em Chicago, com Smith a despistar deliberadamente Hocevar na volta 32, um lance que gerou grande discussão entre fãs e especialistas.
O piloto da Front Row Motorsports, Zane Smith, colidiu com Carson Hocevar da Spire Motorsports, num incidente que muitos consideraram uma retaliação face à agressividade demonstrada previamente por Hocevar. Denny Hamlin, veterano da Joe Gibbs Racing, analisou o episódio no seu podcast, sublinhando que o comportamento de Smith foi claramente intencional. “Achei muito dirigido, muito deliberado. Havia uma câmara onboard de alguém a correr pela linha exterior e os dois ali em baixo, e viu-se perfeitamente o Zane a entrar muito fundo para chegar ao pára-choques traseiro do Hocevar”, afirmou Hamlin após rever as imagens da prova.
Hamlin admitiu ainda não saber ao certo o que motivou a retaliação, mas considerou evidente que Hocevar fez algo que irritou seriamente Smith, levando-o a pôr a sua própria corrida em risco. “Não sei o que motivou, mas diria que houve algo que claramente deixou o Zane transtornado antes daquele momento, mas não se quer arruinar a própria corrida por vingança. Foi, sem dúvida, lamentável”, acrescentou Hamlin na mesma intervenção.
Ainda sobre o desempenho dos pilotos, Denny Hamlin fez questão de realçar a fraca prestação dos carros da Spire Motorsports em Chicago, referindo que, ao contrário de provas anteriores, os Chevrolet não apresentaram andamento suficiente, possivelmente devido a problemas de afinação. Hamlin comentou: “Não vejo o [Hocevar] nos 20 primeiros, por isso deve ter estragado o dia ao Hocevar também, mas todos os carros da Spire estiveram mal. Nada de afinações antigas, pois. Mas adiante”, criticou o piloto da Joe Gibbs Racing.
No mesmo podcast, Hamlin — também co-proprietário da 23XI Racing — defendeu a importância do ‘self-policing’ no desporto motorizado, argumentando que os pilotos devem poder resolver disputas em pista. “Sou um grande defensor do self-policing. Acho que isso tem de ser uma realidade na modalidade porque, se não se pode dar um murro na cara sem pagar uma multa, se não se pode resolver fora da pista – o que nem defendo, pois há outras pessoas envolvidas – então tem de se permitir que os pilotos resolvam na pista”, explicou Hamlin.
As palavras do tricampeão das 500 Milhas de Daytona reforçam a necessidade de autorregulação entre pilotos, dando voz a um debate antigo sobre até que ponto a NASCAR deverá intervir em situações de alta tensão em pista.
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