Carlos Sainz voltou a lançar um alerta sério ao analisar a performance da Williams após o Grande Prémio da Grã-Bretanha, assumindo estar “sinceramente preocupado” com o rumo do desenvolvimento técnico da equipa. As mais recentes atualizações aerodinâmicas, introduzidas em Silverstone, falharam em trazer os ganhos esperados, aumentando o sentimento de frustração tanto no piloto como no seio da estrutura britânica.
A Williams apostou num novo nariz mais leve e em melhorias aerodinâmicas para o circuito de Silverstone, mas, segundo Sainz, essas novidades não tiveram qualquer impacto visível nos tempos de volta. O piloto espanhol destacou que a diferença para os rivais não só se mantém, como até parece aumentar, apesar dos esforços na introdução de novos componentes. “Está a começar a ser preocupante, porque esperávamos dar um grande passo em frente este fim de semana, e isso não aconteceu. Estou preocupado, sinceramente. É claro que o que trouxemos este fim de semana não funcionou. Esperávamos um passo em frente significativo que não se materializou. Está a começar a tornar-se preocupante e frustrante, porque as melhorias não estão a funcionar”, afirmou Sainz após a corrida.
O espanhol foi mais longe, sugerindo que o problema poderá residir em falhas no próprio processo de desenvolvimento e na correlação de dados entre o túnel de vento, o simulador e a pista. “Quando levas algo para a pista que mostra muito tempo por volta no túnel de vento e no simulador, e depois vês que apenas deste um passo muito pequeno, isso significa que há algo que não está a funcionar nos nossos cálculos, números, desenvolvimento… e isso é preocupante. Com este conjunto de regras, por alguma razão que ainda não compreendemos, não estamos a conseguir desenvolver o carro adequadamente”, explicou Sainz, evidenciando uma crescente incerteza dentro da equipa.
A preocupação vai além dos resultados imediatos, com Sainz a admitir ser a primeira vez que sente que o monolugar não está a evoluir ao longo da época. “Estou preocupado porque é a primeira vez que vejo claramente que o carro não está a evoluir este ano. Não estamos a fazer progressos em comparação com o resto do pelotão. Estamos cada vez mais perto do limite de peso, e a diferença continua a aumentar. Isto significa que a aerodinâmica não está a melhorar, e isso está a começar a preocupar a equipa, porque podemos estar a ter algum tipo de problema de correlação ou de desenvolvimento”, declarou o piloto.
Apesar das dificuldades e do clima de frustração, Sainz garantiu que não perdeu a motivação para continuar a lutar. “A minha paciência não se vai esgotar. Sou relativamente paciente com estas coisas, mas neste momento estou incomodado, preocupado”, concluiu o espanhol, demonstrando resiliência apesar do momento delicado.
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