A saída de Scott Dixon da Chip Ganassi Racing, confirmada oficialmente esta manhã, apanhou de surpresa o universo IndyCar e promete agitar o mercado de pilotos para 2027. Depois de 24 anos de ligação ininterrupta à equipa americana, o neozelandês – seis vezes campeão da IndyCar Series – prepara-se para encerrar um dos capítulos mais icónicos da história recente da disciplina. Especula-se que o piloto de 45 anos possa rumar à Arrow McLaren, embora nem Dixon nem a potencial nova equipa tenham confirmado os detalhes do futuro contrato.
A Chip Ganassi Racing emitiu um comunicado detalhado, onde agradece o contributo inestimável de Dixon desde a sua chegada, ainda em 2003. Ao longo destas duas décadas e meia, Dixon conquistou seis títulos (2003, 2008, 2013, 2015, 2018, 2020), 56 vitórias e quase duas centenas de pódios, sendo responsável por algumas das mais memoráveis batalhas na história do campeonato. A temporada 2026 do NTT IndyCar Series decorre a alta velocidade, com Dixon actualmente a lutar pelas primeiras posições no campeonato, tendo já conquistado duas vitórias e três pódios em apenas oito provas, mantendo-se a escassos pontos do líder do campeonato.
O impacto da saída de Dixon é sentido não só pela equipa, mas também por toda a grelha, numa altura em que a Chip Ganassi Racing e a Arrow McLaren disputam ferozmente o protagonismo na IndyCar. O comunicado oficial da CGR sublinha: “O Scott Dixon informou recentemente a equipa de que não irá regressar em 2027. O Scott significou tanto para a CGR ao longo dos últimos 24 anos. Juntos, partilhámos campeonatos, muitas vitórias e incontáveis momentos que ajudaram a definir esta organização. Por tudo aquilo que conquistámos em conjunto, e pelo legado que o Scott construiu aqui, acreditámos que era importante dar-lhe a oportunidade de terminar a carreira connosco, e apresentámos-lhe uma proposta de vários anos nesse sentido. Respeitamos a sua decisão de seguir um caminho diferente e desejamos-lhe apenas sucesso contínuo. O Scott será sempre uma parte especial da história desta equipa e estamos gratos por tudo o que alcançámos juntos. Agora, o nosso foco está em terminar esta época em força com a equipa do n.º 9 PNC e, em simultâneo, preparar o futuro da Chip Ganassi Racing.”
Num breve comentário após o anúncio, Dixon reconheceu o peso da decisão: “Ganassi foi a minha casa durante quase toda a minha carreira. Foi aqui que cresci como piloto e como pessoa. Sinto-me honrado por tudo o que vivemos e motivado para terminar esta época da melhor forma possível.” O director da equipa, Chip Ganassi, frisou igualmente a importância do legado de Dixon: “Não há palavras para expressar o impacto do Scott no nosso projecto. Ele elevou a fasquia do que significa ser piloto e colega.”
O adeus iminente de Dixon à Ganassi levanta questões importantes para o equilíbrio do campeonato e do mercado de transferências. A possível ida para a Arrow McLaren poderá transformar imediatamente a equipa britânica-americana numa das maiores candidatas ao título de 2027, enquanto a Ganassi inicia uma fase de renovação, possivelmente apostando em jovens talentos ou num piloto já consagrado para ocupar o lugar do neozelandês. Para já, a prioridade de ambas as partes passa por fechar a presente temporada com resultados de excelência: Dixon está a menos de 20 pontos do líder do campeonato, sendo ainda um dos principais favoritos ao título, o que poderia coroar da melhor forma a sua longa ligação à Ganassi.
A próxima ronda, marcada para o circuito de Mid-Ohio, assume agora um peso acrescido. Não só está em jogo a luta pelo campeonato, como também o orgulho e o legado de uma das parcerias mais bem-sucedidas da história da IndyCar. O mercado de pilotos, por sua vez, entra em ebulição, com equipas e patrocinadores atentos às movimentações que poderão definir o panorama competitivo para 2027. Os adeptos aguardam com expectativa os próximos capítulos de uma história que promete continuar a marcar o desporto motorizado norte-americano.
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