Lewis Hamilton viu a sua luta pela vitória desaparecer em Spielberg, numa prova marcada por decisões estratégicas de risco por parte da Ferrari e por evidentes limitações do monolugar em velocidade de ponta. Depois de ter triunfado em Barcelona e estabelecido um novo recorde ao serviço da Scuderia, o britânico não conseguiu repetir o feito na Áustria, terminando apenas em quinto lugar, enquanto Charles Leclerc foi oitavo, num fim-de-semana em que a Ferrari ficou claramente aquém dos principais rivais.
No Grande Prémio da Áustria, disputado no Red Bull Ring, Hamilton cruzou a linha de meta a 31,8 segundos do vencedor, Max Verstappen, que voltou a demonstrar o domínio da Red Bull em condições de corrida limpa. George Russell, ao volante do Mercedes, terminou na segunda posição, a 13,5 segundos do neerlandês, enquanto Lando Norris, da McLaren, completou o pódio a 19,2 segundos do líder. Hamilton arrancou da segunda linha da grelha, mas perdeu terreno logo no arranque e nunca conseguiu recuperar o ritmo necessário para lutar pelo pódio, apesar da aposta estratégica da Ferrari em colocar pneus macios sob regime de Virtual Safety Car, a 28 voltas do fim.
A performance da Ferrari ficou marcada por uma estratégia ousada, mas que acabou por não surtir efeito, principalmente devido aos problemas de degradação dos pneus e à clara desvantagem em velocidade de recta face à concorrência. Jamie Chadwick, comentadora da Sky Sports F1 e piloto de testes, analisou a decisão da Scuderia: “Arriscaram com a estratégia e não resultou. O Hamilton, ao calçar os pneus macios durante o Virtual Safety Car, deveria ter conseguido ganhar mais posições do que conseguiu. A falta de velocidade em linha recta faz muita diferença, porque não se consegue ultrapassar e fica-se preso atrás de outros carros. Foram várias questões acumuladas. No início, o Lewis estava ali com o Russell, a pressionar, mas surpreendeu-me o quanto perderam ritmo. Talvez os problemas de sobreaquecimento tenham sido determinantes.”
Apesar das críticas à abordagem estratégica da Ferrari, Hamilton recusou apontar o dedo à equipa e destacou antes as dificuldades sentidas com o desgaste dos pneus e as elevadas temperaturas na Áustria. No final da corrida, o heptacampeão mundial explicou: “Os carros não se deram com nenhum dos pneus hoje. Foi uma corrida mesmo muito dura, extremamente exigente devido ao calor. O meu arranque não foi bom, perdi posições logo na partida. Estive ao ataque e até nem estava a correr mal nas primeiras voltas, mas depois perdi completamente aderência atrás. Em termos de aderência, não conseguíamos acompanhar os outros. Ainda assim, estou grato pelos pontos. A equipa fez um excelente trabalho na estratégia e nas paragens nas boxes. Não foi o resultado que queríamos, mas pelo menos trouxemos pontos.”
Esta prestação deixa a Ferrari em alerta para as próximas rondas do Mundial de Fórmula 1, com a Scuderia a perder terreno para Red Bull, Mercedes e McLaren na luta pelos lugares cimeiros. Hamilton mantém-se no quarto posto do campeonato de pilotos, agora com 124 pontos, enquanto Leclerc caiu para sexto, com 98. A Ferrari continua na terceira posição no campeonato de construtores, mas vê a McLaren aproximar-se perigosamente. O próximo desafio será o emblemático Grande Prémio de Silverstone, onde a Ferrari terá de encontrar respostas para os problemas de degradação e falta de velocidade em recta, se quiser regressar às vitórias e manter vivas as aspirações ao título. A pressão aumenta, e a gestão estratégica nas próximas provas será decisiva para o desfecho da temporada.
Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)
