Ferrari perde rendimento na áustria e Hamilton cai para terceiro no mundial

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A Ferrari saiu do Red Bull Ring com amargo sabor a desilusão, depois de um Grande Prémio da Áustria marcado por problemas técnicos que comprometeram claramente o desempenho de Lewis Hamilton e Charles Leclerc. A equipa de Maranello, que tinha chegado confiante ao circuito austríaco após a vitória de Hamilton em Barcelona, viu-se rapidamente relegada para posições secundárias, com ambos os pilotos a lutarem para manter o ritmo dos líderes durante toda a corrida.

No final da prova, Max Verstappen (Red Bull) cruzou a meta em primeiro lugar, consolidando a sua liderança no Campeonato do Mundo de Fórmula 1, seguido por Lando Norris (McLaren) e George Russell (Mercedes). Charles Leclerc terminou em quarto, com uma diferença de 27,4 segundos para o vencedor, enquanto Lewis Hamilton ficou apenas em sexto lugar, a mais de 40 segundos de Verstappen. O Grande Prémio da Áustria, disputado no Red Bull Ring, foi a 11.ª ronda do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2024 e ficou marcado pelo ritmo impressionante dos Red Bull e pela incapacidade da Ferrari em tirar partido das recentes evoluções técnicas do SF-24.

Segundo Jamie Chadwick, comentadora da Sky Sports F1, as dificuldades da Ferrari foram visíveis desde os treinos livres e agravaram-se durante a qualificação e corrida: “A Ferrari apresentou claros sinais de falta de velocidade em recta, agravados por problemas de sobreaquecimento, especialmente durante os longos stints em pista. Isso colocou os seus pilotos numa posição muito vulnerável face à concorrência que estava a atacar com pneus mais frescos”, explicou Chadwick após a prova. Estes problemas acabaram por custar caro à equipa italiana, que não só falhou o pódio, como viu Hamilton perder o segundo lugar do campeonato para Norris, numa altura em que a luta pelo título parece cada vez mais concentrada em Verstappen e no jovem britânico da McLaren.

O contexto do campeonato adensa-se: Hamilton, que vinha embalado por uma vitória moralizadora em Barcelona, esperava cimentar a sua posição entre os líderes e até reduzir a diferença para Verstappen. No entanto, com este sexto lugar e o quarto de Leclerc, a Ferrari volta a perder terreno para a Red Bull e para a McLaren, que se afirmam como as formações mais consistentes do momento. Para além disso, a Mercedes aproveitou os deslizes da Ferrari para se aproximar perigosamente na classificação de construtores. A falta de velocidade em recta, um dos pontos tradicionalmente fortes da Ferrari, tornou-se agora um calcanhar de Aquiles, como reconheceu o próprio Frederic Vasseur, chefe de equipa: “Temos de perceber exactamente o que correu mal. O carro não estava equilibrado e o sobreaquecimento do motor obrigou-nos a comprometer a performance. Não podemos permitir que isto volte a acontecer”, declarou Vasseur após a corrida.

Charles Leclerc, visivelmente frustrado, admitiu a dificuldade em manter o ritmo dos adversários: “Dei o meu melhor, mas simplesmente não tínhamos andamento suficiente. O problema do sobreaquecimento obrigou-nos a gerir demasiados parâmetros e nunca consegui atacar como queria”, afirmou o piloto monegasco à saída do paddock. Já Lewis Hamilton, que perdeu o segundo lugar no campeonato, foi peremptório: “Sabíamos que ia ser difícil, mas não esperávamos perder tanto ritmo nas rectas. Temos de trabalhar muito se queremos voltar a lutar pelo topo já na próxima prova”, sublinhou o britânico.

A próxima ronda do campeonato será o aguardado Grande Prémio de Silverstone, em Inglaterra, pista talismã para Hamilton e onde a Ferrari terá de reagir para não se afastar ainda mais da luta pelos títulos. Com Verstappen cada vez mais isolado na frente e Norris a crescer de prova para prova, a pressão está agora do lado da Ferrari, que vê o segundo lugar do campeonato de pilotos e de construtores seriamente ameaçado. A equipa de Maranello terá de corrigir rapidamente os problemas de fiabilidade e performance, sob pena de ver a temporada escapar-lhe por entre os dedos. A luta continua, mas a Ferrari sabe que já não pode falhar.

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