Fernando Alonso voltou a ser protagonista ao deixar claro que a sua rapidez em pista continua inquestionável, precisamente numa fase em que se aproxima uma decisão crucial sobre o seu futuro na Fórmula 1. O espanhol, actualmente ao serviço da Aston Martin, foi recentemente elogiado pelo director-geral da Honda na pista, Shintaro Orihara, que reforçou publicamente: “O Fernando não devia retirar-se, é demasiado rápido.” Ainda assim, Alonso fez questão de sublinhar que não precisa de ouvir esses elogios para ter confiança nas suas capacidades, apontando que a motivação e o prazer em pilotar serão fundamentais para a sua escolha.
No âmbito do Grande Prémio da Áustria, disputado no Red Bull Ring, Alonso tem estado no centro das atenções, numa altura em que o seu contrato com a Aston Martin se aproxima do fim. Estão em cima da mesa três cenários distintos: renovar com a equipa de Silverstone, abandonar a Fórmula 1 ou ainda regressar à Alpine, onde uma eventual reunião com Flavio Briatore surge como hipótese realista, segundo várias fontes do paddock. Os responsáveis da Aston Martin, como Mike Krack, não escondem as expectativas: “Temos grandes esperanças de contar com o Fernando para o próximo ano”, afirmou o director de operações de pista da equipa britânica.
Em pista, Alonso tem vindo a demonstrar consistência, mantendo-se regularmente no top-10 durante as sessões de qualificação e a mostrar ritmo competitivo nas corridas. No último Grande Prémio, terminou à frente do seu colega de equipa, Lance Stroll, reforçando o seu estatuto de líder dentro da estrutura. O espanhol apontou que a decisão sobre o seu futuro será tomada durante a pausa de verão, entre o Grande Prémio da Hungria e os Grandes Prémios dos Países Baixos (Zandvoort) e de Itália (Monza): “Ainda não tomei qualquer decisão. Vou esperar provavelmente até à pausa de verão, que é em Agosto, e depois disso, em Zandvoort ou Monza, decido o que faço para o próximo ano”, explicou Alonso aos jornalistas.
O bicampeão mundial esclareceu ainda que a sua continuidade nas pistas não depende apenas da performance pura, mas sobretudo da paixão pela modalidade e do desafio técnico que a Fórmula 1 continua a proporcionar: “Continuo a correr porque sinto-me rápido, motivado e adoro o que faço. Não vou parar agora. Não me sinto pouco competitivo, nem sinto que deixei de gostar de correr. Se continuo ou não na Fórmula 1, é outra história. Preciso de continuar a desfrutar da categoria, de sentir o prazer de conduzir estes monolugares com estas unidades motrizes e regulamentos. Há muitos factores em jogo e várias opções para correr no mundo do desporto motorizado”, sublinhou Alonso, mantendo em aberto até a possibilidade de experimentar outros campeonatos.
Apesar dos rumores de um possível regresso à Alpine, Alonso fez questão de garantir que o seu compromisso com a Aston Martin permanece inalterado, independentemente da decisão que tomar sobre 2025. “Continuo a adorar a Fórmula 1. Estou comprometido com esta equipa. Mesmo que não corra, o meu compromisso com a equipa e com o projecto mantém-se igual ao dos últimos quatro anos”, afirmou o piloto espanhol, realçando o trabalho feito em conjunto desde 2023, ano em que a Aston Martin deu um salto qualitativo, conquistando vários pódios e consolidando-se como uma das forças emergentes da grelha.
Alonso deixou ainda uma mensagem de confiança quanto ao futuro da Aston Martin: “Esta equipa tem garantias de que vai ter sucesso e lutar por campeonatos do mundo. Não sabemos se será para o ano, dentro de três ou oito anos. Talvez essa seja a minha limitação enquanto piloto. Mas quero ganhar um campeonato do mundo com a Aston Martin, esteja ou não ao volante. O compromisso mantém-se o mesmo da minha parte.”
O próximo desafio será já no Grande Prémio da Grã-Bretanha, em Silverstone, onde Alonso tentará somar pontos importantes para a classificação de pilotos e ajudar a Aston Martin a manter-se na luta pelo quarto lugar no Mundial de Construtores. Uma decisão sobre o futuro do espanhol é aguardada com expectativa – não só pelos adeptos, mas também pelas equipas envolvidas – e promete agitar o mercado de pilotos durante a pausa de verão. Até lá, Alonso continuará a mostrar em pista que, aos 42 anos, o seu talento e velocidade permanecem intactos, mantendo a dúvida sobre se 2025 o verá novamente ao volante de um monolugar de Fórmula 1.
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