Fernando Alonso critica rivais da F1 por melhorias ilimitadas

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Fernando Alonso voltou a expressar a sua frustração perante o ritmo de desenvolvimento das equipas rivais na Fórmula 1, após mais uma prova difícil para a Aston Martin, que apenas somou pontos uma vez esta temporada – e mesmo esse resultado só foi possível após penalizações a adversários diretos. O construtor britânico optou por adiar qualquer grande pacote de melhorias até ao verão, uma estratégia que tem deixado Alonso inquieto enquanto vê outras equipas a superar a Aston Martin nas tabelas de classificação e performance em pista.

Na última ronda do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, disputada no Circuito de Barcelona-Catalunha, Alonso e Lance Stroll terminaram ambos fora do top 10, incapazes de acompanhar o ritmo dos McLaren, Mercedes e Ferrari. O espanhol cruzou a linha de meta na 12.ª posição, a mais de 70 segundos do vencedor, Max Verstappen, que reforçou a liderança com uma exibição dominante e volta rápida de 1:16.529. O melhor resultado da Aston Martin até agora foi um modesto 9.º lugar no Grande Prémio da Austrália, precisamente graças a penalizações impostas a pilotos que terminaram à sua frente.

A decisão da Aston Martin em apostar tudo num único pacote de atualizações, agendado para o Grande Prémio da Grã-Bretanha, está a custar caro no imediato. Rivais como a McLaren e a Mercedes têm recorrido a um fluxo contínuo de melhorias, colmatando rapidamente as lacunas e ameaçando a posição da Aston Martin tanto no campeonato de construtores como de pilotos. Com apenas quatro pontos somados após oito provas, a equipa de Silverstone caiu para o sexto lugar no campeonato, atrás da RB, McLaren, Ferrari, Mercedes e Alpine. Alonso, que terminou o ano passado em 4.º entre os pilotos, está agora fora dos dez primeiros, o que representa uma inversão dramática face às expectativas criadas pelo arranque de 2023.

Em declarações após o Grande Prémio de Espanha, Fernando Alonso não escondeu a sua apreensão: “É frustrante ver as outras equipas a trazer melhorias quase todos os fins-de-semana, enquanto nós estamos à espera de um grande pacote que ainda não chegou. Cada corrida que passa, a diferença aumenta e torna-se mais difícil lutar por pontos.” O espanhol acrescentou ainda: “Entendo a estratégia da equipa, mas precisamos de reagir rapidamente se queremos manter-nos na luta. Não podemos continuar a perder terreno desta forma.” Mike Krack, chefe de equipa da Aston Martin, respondeu após a qualificação: “Estamos cientes das dificuldades e do que está em jogo. O nosso objetivo é garantir que o pacote de Silverstone seja um verdadeiro salto em frente, mas reconhecemos que o atraso pode comprometer a nossa época.”

A análise ao atual momento da Aston Martin revela uma equipa presa entre o desejo de dar um salto qualitativo e a dura realidade do desenvolvimento contínuo dos adversários. O próximo Grande Prémio, na Áustria, será mais uma prova de fogo para Alonso e Stroll, que precisam urgentemente de inverter a tendência negativa. Se o pacote de melhorias não corresponder às expectativas em Silverstone, o risco de a Aston Martin se afundar ainda mais no meio do pelotão é real. Para já, as equipas que apostam em atualizações incrementais continuam a ganhar terreno, enquanto a Aston Martin aposta tudo numa jogada arriscada. Os adeptos portugueses de automobilismo estarão atentos à resposta da equipa nas próximas provas, numa temporada que promete ser decisiva para o futuro imediato do projeto de Alonso com a marca britânica.

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