Carlos Sainz viu-se incapaz de conquistar pontos diante do público espanhol, terminando o Grande Prémio de Espanha no 12.º lugar, numa das provas mais frustrantes da época para a Williams. O Circuito de Barcelona-Catalunha, palco da 10.ª ronda do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, revelou-se ingrato para a equipa britânica, que além do resultado desapontante do piloto madrileno, viu Alex Albon abandonar a classificação oficial depois de múltiplos contratempos técnicos.
Na corrida disputada sob intenso calor, Sainz arrancou da 13.ª posição da grelha e chegou a mostrar bom ritmo nas primeiras voltas, conseguindo subir alguns lugares graças a uma largada eficaz e a uma gestão de pneus disciplinada. No entanto, a falta de competitividade do monolugar FW46 voltou a ser evidente ao longo das 66 voltas, com o espanhol a cruzar a linha de meta a mais de 45 segundos do vencedor, Max Verstappen, que liderou com autoridade e assinou também a volta mais rápida em 1:17.941. Sem conseguir aproximar-se do top 10, Sainz perdeu terreno na luta pelo campeonato, mantendo-se no 14.º posto da tabela de pilotos, agora atrás de Lindblad, e aumentando a pressão para a segunda metade da época.
O resultado negativo ganha ainda maior peso por se tratar do regresso a casa de Sainz, num fim de semana em que o apoio das bancadas catalãs não faltou. “No geral, foi um fim de semana frustrante para a equipa”, confessou Sainz após a corrida. “Arranquei muito bem, geri os pneus de forma impecável e fiz tudo para tirar partido do ritmo de corrida. Infelizmente, não foi suficiente para lutar pelos pontos, embora acredite que maximizámos o potencial do carro. Temos de perceber porque é que esta pista nos coloca tantas dificuldades e resolver estes problemas de fundo para estarmos melhor preparados noutros circuitos semelhantes. Um enorme obrigado aos adeptos espanhóis; o apoio que senti foi muito especial e estou ansioso por voltar a correr em Espanha, em Madrid, mais para o final da época.” As palavras de Sainz reflectem a insatisfação generalizada na equipa, mas também a determinação em reverter a situação.
Para Alex Albon, o desfecho foi ainda mais amargo. O piloto britânico-tailandês, que neste fim de semana igualou o recorde de Grandes Prémios disputados com a Williams, herdado de Nigel Mansell, teve de abandonar a luta pela classificação após um problema técnico raro: uma avaria numa das câmaras obrigou-o a passar largos minutos nas boxes. Apesar da equipa ter aproveitado para testar novas afinações, Albon regressou à pista já com 11 voltas de atraso, cortando a meta fora do limite regulamentar e, por isso, não classificado. “Foi um fim de semana difícil, mas acredito que aprendemos alguma coisa”, declarou Albon no final da corrida. “Já estávamos em dificuldades antes do problema com a câmara; o desgaste dos pneus com este calor penalizou-nos muito e há algo de mais profundo que temos de perceber no carro. Quando fomos obrigados a parar para reparar a câmara, aproveitámos para experimentar algumas alterações e, a partir daí, a corrida transformou-se num teste. Temos tido uma série de azares, mas continuaremos a trabalhar para perceber o que está mal e voltar mais fortes na Áustria.”
A Williams termina o Grande Prémio de Espanha sem qualquer ponto, mantendo-se no 8.º lugar do Campeonato de Construtores, com 10 pontos de desvantagem para a Haas e 9 de vantagem sobre a Audi. A equipa de Grove continua a enfrentar enormes desafios ao nível da performance e fiabilidade, com ambos os pilotos a precisar de respostas rápidas para evitar que a temporada se torne irremediavelmente comprometedora. Com o próximo desafio marcado para o Red Bull Ring, na Áustria, espera-se uma resposta mais assertiva, tanto de Sainz como de Albon, num circuito tradicionalmente exigente em termos de ritmo de corrida e gestão de pneus. O foco da equipa está agora centrado em encontrar soluções técnicas e estratégicas para recuperar terreno e regressar à luta pelos pontos, enquanto o campeonato entra numa fase decisiva para as aspirações de meio da tabela.
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