Buemi lidera as 24 Horas de Le Mans para a Toyota após uma hora

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Sebastien Buemi colocou a Toyota na liderança das 24 Horas de Le Mans após a primeira hora de prova, surpreendendo ao optar por uma paragem antecipada nas boxes que lhe permitiu ultrapassar vários adversários com estratégias diferentes. A ousadia tática do piloto suíço garantiu-lhe o comando da icónica corrida no Circuito de la Sarthe, embora ainda lhe falte cumprir uma paragem obrigatória devido ao momento em que optou por trocar de pneus e reabastecer.

No final da primeira hora, o Toyota #8 de Buemi cruzou a linha de meta com uma vantagem de pouco mais de dois segundos sobre o BMW #20, pilotado por Rene Rast. Rast tinha arrancado da pole position, mas ao parar quatro voltas depois do Toyota, perdeu provisoriamente a liderança para o Cadillac #12 de Will Stevens. No entanto, o alemão recuperou rapidamente a posição ao aproveitar a velocidade do BMW na longa recta Mulsanne. Atrás dos dois primeiros, Ferdinand Habsburg colocava o Alpine #36 no terceiro posto, enquanto Will Stevens, agora ao volante do Cadillac #38, mantinha-se no quarto lugar. Mike Conway, no Toyota #7, seguia em quinto, depois de também ter antecipado a sua paragem nas boxes numa tentativa de beneficiar de uma estratégia alternativa.

Nos protótipos LMP2, Job van Uitert, ao volante do Oreca #28 da IDEC Sport, manteve a liderança conquistada na qualificação. O neerlandês conseguiu defender-se dos ataques do francês Esteban Masson, no #29 Forestier Racing by Panis Oreca, que seguia a cerca de seis segundos do líder. O terceiro posto era ocupado por Julien Andlauer, piloto de fábrica da Porsche cedido à Duqueine, a bordo do #30 Duqueine Oreca, mostrando que a luta pelos lugares do pódio permanece intensamente disputada.

A categoria LMGT3 também estava ao rubro, com Jack Hawksworth a liderar ao volante do Lexus #78 da ASP. Hawksworth, piloto de classificação platinum, beneficiou de um ritmo superior para construir uma vantagem de 13 segundos sobre Ian James, o piloto bronze que assumiu o comando do Aston Martin #27 após Mattia Drudi, que tinha arrancado da pole. A pressão sobre James aumentava com Petru Umbrarescu, no segundo Lexus #78 da ASP, a menos de um segundo do Aston Martin, prometendo uma batalha acesa pelas posições de pódio.

A escolha estratégica de Buemi e da Toyota poderá revelar-se decisiva à medida que a corrida avança, embora o suíço ainda esteja em desvantagem face aos adversários directos, dado que a sua paragem antecipada lhe obriga a um stint mais longo antes de voltar às boxes. O BMW de Rene Rast mantém-se uma séria ameaça, demonstrando consistência e velocidade desde o arranque, enquanto Cadillac e Alpine continuam à espreita de qualquer oportunidade para desafiar os favoritos.

Após o seu stint, Buemi declarou: “A equipa fez um trabalho fantástico na preparação da estratégia. Sabíamos que arriscar poderia dar frutos e, para já, está a compensar. Ainda há muito para acontecer, mas estamos bem posicionados.” Rast, por sua vez, partilhou a sua visão após recuperar a segunda posição: “O arranque foi limpo e a gestão do tráfego crucial. O carro está equilibrado e vamos manter a pressão sobre a Toyota.” Do lado da Alpine, Habsburg mostrou-se satisfeito com o desempenho inicial: “Temos ritmo e a fiabilidade está do nosso lado. Vamos continuar a atacar.”

No pelotão LMP2, van Uitert sublinhou a importância do arranque: “Manter a liderança era fundamental. A equipa está focada e o carro responde bem. A concorrência é forte, mas acredito que temos argumentos para lutar até ao fim.” Hawksworth, na LMGT3, destacou o trabalho da ASP: “A estratégia e a gestão dos pneus têm sido impecáveis. O Aston Martin está a pressionar, mas estamos confiantes no nosso ritmo.”

Com cerca de 23 horas ainda por disputar, as estratégias vão tornar-se cada vez mais decisivas, com as equipas a tentarem antecipar eventuais períodos de safety car e as variações meteorológicas típicas de Le Mans. Na frente da corrida, Toyota e BMW surgem como os principais candidatos, mas Cadillac e Alpine espreitam qualquer deslize. Na LMP2, a consistência poderá ser tão importante como a velocidade, enquanto na LMGT3 a diferença de ritmos entre pilotos bronze e platinum promete reviravoltas constantes.

A próxima fase da prova será marcada por novas paragens nas boxes e possíveis alterações climáticas, que podem baralhar as contas entre os favoritos. O foco das equipas passa agora por gerir o desgaste dos pneus, o combustível e o tráfego intenso, enquanto os pilotos se preparam para os longos stints nocturnos. Com o campeonato do Mundial de Resistência em jogo, cada ponto pode ser crucial para as aspirações de Toyota, BMW e restantes construtores, tornando esta edição das 24 Horas de Le Mans num dos duelos mais imprevisíveis e emocionantes dos últimos anos.

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