Oscar Piastri diz à FIA que resultado do mónaco não pode ser alterado

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O desfecho do Grande Prémio do Mónaco ficou marcado por uma polémica penalização em massa na zona das boxes, que custou a Pierre Gasly um pódio histórico para a Alpine e lançou dúvidas sobre a aplicação das regras pela FIA. Oscar Piastri, um dos pilotos também penalizados, foi perentório: “Agora já não podem alterar o resultado”, sublinhou o australiano, colocando ainda mais pressão sobre o organismo máximo do automobilismo, que está a analisar o direito de revisão apresentado pela Alpine.

A prova no icónico Circuito do Mónaco terminou com Charles Leclerc (Ferrari) a vencer, seguido de Oscar Piastri (McLaren) e Carlos Sainz (Ferrari). Pierre Gasly, que cruzou a meta em terceiro lugar, foi penalizado em duas ocasiões com cinco segundos por exceder o limite de velocidade de 60 km/h na via das boxes, tendo caído para o sétimo lugar da classificação oficial. Também Franco Colapinto (Williams), Lewis Hamilton (Mercedes), George Russell (Mercedes) e o próprio Piastri foram sancionados pelo mesmo motivo, numa série de penalizações pouco habitual nesta pista. O australiano da McLaren terminou em quarto, mas a sua estratégia de corrida foi condicionada pela penalização, tal como sucedeu com os restantes intervenientes.

O caso ganhou contornos de destaque porque a penalização sofreu interpretações distintas consoante o momento em que foi cumprida, resultando numa alteração artificial da ordem final. Gasly cumpriu a penalização apenas após a bandeira de xadrez, enquanto Piastri, Russell e Hamilton optaram por servi-la durante a corrida, afectando as decisões estratégicas e a luta pelo pódio. Esta situação gerou um impasse para a FIA, uma vez que anular as penalizações de Gasly a posteriori, sem ajustar as dos restantes, distorceria ainda mais o desfecho da prova. O direito de revisão apresentado pela Alpine pretende clarificar as circunstâncias das penalizações, mas não deverá, segundo os próprios intervenientes, reverter o resultado final.

Oscar Piastri, em declarações aos meios de comunicação após a corrida, explicou: “Durante a corrida, pareceu-me bastante óbvio que havia algo estranho, porque normalmente vê-se uma ou duas penalizações por excesso de velocidade nas boxes, mas não sete ou oito, ou o que quer que tenha sido.” O piloto da McLaren acrescentou ainda: “Tive uma penalização e, se não tivesse tido de a cumprir, não teria parado novamente nas boxes.” Piastri reforçou a sua posição perante a hipótese de revisão: “Agora já não podem alterar o resultado, porque tantas decisões foram tomadas na corrida com base nas penalizações atribuídas, mas este tipo de situações não deveria acontecer.” O diretor da Alpine, também ouvido após a prova, destacou que a intenção do recurso é “perceber como e porquê Gasly foi penalizado nestas condições excepcionais” e não, necessariamente, exigir a alteração dos resultados.

No contexto do campeonato, este episódio pode revelar-se decisivo, sobretudo para equipas como a Alpine, que luta por cada ponto num Mundial altamente competitivo. Gasly perdeu um pódio que seria fundamental para a moral da equipa de Enstone, enquanto a McLaren e a Ferrari consolidaram posições nos lugares cimeiros. A polémica sobre o sistema de medição da velocidade na via das boxes do Mónaco coloca pressão sobre a FIA para rever procedimentos e garantir maior transparência e justiça desportiva nas próximas provas.

O Mundial de Fórmula 1 segue agora para o Grande Prémio do Canadá, onde os protagonistas tentarão deixar para trás a controvérsia do Mónaco. Para a Alpine, o objectivo passa por recuperar terreno e provar em pista o valor do seu plantel, enquanto McLaren e Ferrari continuam na perseguição à Red Bull no topo da tabela. A FIA, por seu lado, enfrentará o escrutínio dos adeptos e das equipas, obrigada a clarificar e uniformizar as regras, numa temporada em que cada decisão pode ditar o desfecho do campeonato.

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