Genesis afastou qualquer hipótese de estreia no IMSA WeatherTech SportsCar Championship antes de 2028, travando as expectativas dos fãs que aguardavam a entrada do construtor coreano no competitivo universo GTP. A confirmação veio directamente de Cyril Abiteboul, director da Genesis Magma Racing, durante uma conferência de imprensa em Le Mans, onde o responsável destacou não só as prioridades da marca, mas também as preocupações face à decisão da Acura de interromper o seu programa no final da presente época.
Actualmente a disputar a sua época de estreia no FIA World Endurance Championship (WEC) com o GMR-001 LMDh, a Genesis tinha sido inicialmente apontada para se juntar ao pelotão GTP do IMSA já em 2025. No entanto, o plano tem vindo a ser sucessivamente adiado, com Abiteboul a clarificar que “a prioridade absoluta passa por consolidar a presença no WEC”. O dirigente explicou: “Sou uma pessoa que gosta de fazer as coisas passo a passo. No automobilismo, é preciso ser rigoroso e bem organizado.” Abiteboul reforçou ainda que a decisão de desenvolver o projecto internamente, com recursos próprios, implica “um grande investimento de tempo, atenção e recursos financeiros”, salientando que o foco está, neste momento, em garantir que a equipa está à altura do desafio e que os objectivos definidos para Le Mans são cumpridos.
No que toca ao interesse no campeonato americano, Abiteboul não escondeu que a recente notícia da paragem da Acura “não é boa para nós”, admitindo que a dinâmica do IMSA está agora sob análise. “Temos de compreender qual é a posição do promotor e como ficará o campeonato. No final, tudo se resume ao retorno do investimento”, afirmou o líder da equipa, sublinhando que a decisão será tomada com base na evolução do panorama competitivo.
Apesar do adiamento para 2028, a importância do mercado norte-americano para a Genesis mantém-se indiscutível, com Abiteboul a revelar que o evento Lone Star Le Mans do WEC, em Setembro, em Austin, será usado como autêntico barómetro para testar o interesse local. “Vamos fazer uma activação massiva em Austin mais para o final do ano”, adiantou. “Será um momento interessante para percebermos se avançamos para o IMSA, avaliando a resposta do público, o envolvimento dos fãs e as oportunidades de mercado. Os Estados Unidos são um mercado fundamental para a Genesis”, destacou, deixando em aberto que uma decisão final sobre o timing da entrada poderá ser tomada após esse evento.
No entanto, o responsável não quis comprometer-se com datas concretas para a estreia do programa GTP na WeatherTech Championship, sublinhando: “Temos de estar atentos ao que se passa no mundo, mas a vontade mantém-se. Vamos ver como nos sentimos depois de Austin e, a partir daí, tomaremos uma decisão final.” Quando questionado sobre a possibilidade de um possível ‘shakedown’ no final de 2027, nomeadamente no Motul Petit Le Mans, Abiteboul foi peremptório: “É demasiado cedo. Estamos agora a falar de 2028.”
Com esta decisão, a Genesis adia quaisquer ambições de rivalizar com os principais construtores nos protótipos IMSA GTP até, pelo menos, o início da próxima década. No imediato, toda a atenção estará focada na evolução do GMR-001 no WEC, onde a equipa procura solidificar a sua posição e recolher experiência vital. As implicações para o campeonato IMSA são significativas, especialmente com a saída da Acura, reduzindo temporariamente o leque de construtores na luta pelo título GTP. Para os adeptos, resta agora esperar pelo desenrolar da temporada no WEC e pela resposta do mercado norte-americano durante o Lone Star Le Mans, evento que poderá ditar os próximos capítulos da estratégia internacional da Genesis.
O próximo desafio da Genesis será precisamente esse embate em Austin, onde a marca vai medir forças com os melhores do mundo e, simultaneamente, avaliar em detalhe a receptividade dos fãs e parceiros comerciais norte-americanos. Caso a resposta seja positiva, é expectável que a entrada oficial no IMSA seja finalmente calendarizada. Até lá, a Genesis reforça a sua aposta na preparação meticulosa, evitando precipitações e apostando numa entrada em força quando todas as condições estratégicas estiverem reunidas.
Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)
