Carlos Sainz critica riscos “estúpidos” dos rivais após colisão no mónaco

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Carlos Sainz viu a sua corrida no Grande Prémio do Mónaco terminar de forma abrupta após um incidente polémico, deixando o piloto espanhol visivelmente frustrado com o comportamento dos adversários em pista. O piloto da Ferrari abandonou a prova no icónico circuito citadino depois de um toque com Nico Hülkenberg, da Haas, e Franco Colapinto, da Williams, situação que considerou completamente evitável e fruto de riscos desnecessários por parte dos colegas de grelha.

A corrida do Mónaco, oitava ronda do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2024, ficou marcada por várias interrupções e contactos, sendo o acidente de Sainz um dos momentos mais discutidos do fim-de-semana. O espanhol partiu da 10.ª posição após a segunda largada, consequência de uma bandeira vermelha tardia, e procurava recuperar lugares quando, na abordagem à curva Loews, foi surpreendido pela manobra agressiva de Hülkenberg, que acabou por o empurrar para fora da trajectória ideal. Colapinto, que seguia imediatamente atrás, também não evitou contacto, forçando Sainz a abandonar a corrida. Max Verstappen da Red Bull venceu a prova, completando as 78 voltas em 1:41:19.145, seguido de Charles Leclerc (Ferrari) a 4.2 segundos, e Lando Norris (McLaren) a fechar o pódio a 7.6 segundos do vencedor. Sainz, sem pontos, viu a sua posição no campeonato ameaçada.

Este resultado tem impacto direto na luta pelo título e no equilíbrio do campeonato. A Ferrari, que procurava capitalizar pontos importantes nesta fase da época, viu-se penalizada com o abandono forçado de Sainz, enquanto a Red Bull reforçou a liderança na tabela dos construtores. Para Sainz, a situação coloca pressão adicional na gestão de corridas futuras, sobretudo quando se aproxima o Grande Prémio do Canadá, onde a recuperação será essencial para manter ambições no campeonato. O incidente reacende ainda o debate sobre a agressividade dos pilotos em circuitos citadinos, onde o erro se paga caro e onde a margem de manobra é quase inexistente.

No final da corrida, Carlos Sainz não escondeu a desilusão e criticou abertamente o comportamento dos rivais. “Foi completamente desnecessário. Como é possível um piloto experiente como o Nico arriscar desta forma? São riscos estúpidos que comprometem o trabalho de todos. Num circuito como o Mónaco, não há espaço para este tipo de manobras”, afirmou o piloto espanhol aos microfones da Sky Sports F1, ainda visivelmente agastado. “Tentei evitar o contacto, mas simplesmente fui empurrado para fora. Não é assim que se deve correr numa pista onde cada centímetro conta”, acrescentou Sainz, apontando o dedo à falta de discernimento de alguns colegas do pelotão. Por sua vez, Nico Hülkenberg defendeu-se, dizendo: “A pressão era grande e todos queríamos ganhar posições, mas não tive intenção de causar qualquer incidente. Infelizmente, as coisas correram mal.” Já Franco Colapinto, rookie da Williams, lamentou o sucedido: “Ainda estou a aprender a gerir situações de tráfego intenso no Mónaco. Nunca foi minha intenção prejudicar ninguém.”

A análise pós-corrida centrou-se na necessidade de mais prudência em traçados urbanos, com equipas e responsáveis a pedirem maior respeito entre pilotos. Mattia Binotto, responsável máximo da Ferrari, salientou: “Foi um duro golpe para a nossa estratégia. Agora é olhar para a frente e trabalhar para recuperar já no Canadá.” Com este resultado, Sainz desce para a quinta posição do campeonato de pilotos, sendo ultrapassado por George Russell da Mercedes, enquanto a Ferrari mantém o segundo lugar nos construtores, mas vê a Red Bull afastar-se. A próxima ronda, em Montreal, ganha assim importância redobrada para a Scuderia, que terá de apostar numa abordagem mais agressiva, mas sem comprometer a fiabilidade e consistência. Para Sainz, a missão é clara: evitar incidentes e regressar aos lugares de topo para manter vivas as aspirações ao título mundial.

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