Lando Norris viveu mais um fim-de-semana para esquecer no Grande Prémio de Mónaco, ao ser forçado a abandonar a prova devido a uma avaria grave na unidade de potência do seu McLaren. O piloto britânico, campeão mundial em título, viu a sua corrida ser interrompida a meio da prova, quando o motor “completamente deixou de funcionar”, conforme confessou após o abandono.
Esta desistência surge apenas semanas depois de outro revés, quando uma avaria na caixa de velocidades o impediu de terminar o Grande Prémio do Canadá, somando assim dois abandonos consecutivos que comprometem seriamente as aspirações da McLaren e do próprio piloto na temporada.
“Já estou na minha terceira unidade de potência, terceira bateria, e sei que vou começar a receber penalizações na grelha a partir deste momento. Espero que não seja assim, mas não sei o que esperar neste momento”, revelou Norris num desabafo à imprensa após a prova em Monte Carlo. O piloto acrescentou que, durante a corrida, foram detetados vários problemas, desde o turbo à bateria, passando por sons estranhos que indicavam um mau funcionamento grave. “Tentámos resolver, mas acabámos por piorar, tivemos de recuar, e depois tive de lidar com os problemas até que, no fim, o motor simplesmente deixou de funcionar.”
O britânico não poupou críticas à parceria entre a McLaren e a Mercedes, responsável pelo fornecimento da unidade de potência. “Parece que todos os fins-de-semana temos problemas, e não é só a McLaren, é também a Mercedes. Entre a High Performance Powertrains e a McLaren, temos de fazer melhor, porque isto simplesmente não chega.”
Norris destaca o impacto que estas falhas têm não só no seu desempenho imediato como também no planeamento estratégico para o resto da época, com o risco de penalizações a prejudicar ainda mais a sua posição na grelha de partida. A pressão aumenta sobre a equipa de Woking e os engenheiros da Mercedes para encontrarem uma solução rápida e eficaz que permita recuperar a fiabilidade e competitividade do monolugar.
Enquanto isso, o piloto prepara-se para enfrentar os desafios das próximas provas, consciente de que a temporada está a tornar-se cada vez mais complicada devido a questões técnicas que fogem ao seu controlo. “Não há muito que possa fazer quando me dizem para abandonar o carro. É frustrante, mas temos de continuar a trabalhar para melhorar.”
Este episódio em Mónaco reforça a urgência da McLaren em resolver os problemas mecânicos que têm atormentado o seu desempenho ao longo da temporada, sob pena de verem-se cada vez mais distantes dos lugares cimeiros e de verem as hipóteses do seu piloto em título esmorecerem rapidamente. A luta pela recuperação está lançada, e o futuro próximo será decisivo para a equipa britânica e para Lando Norris.
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