O Grande Prémio de Mónaco de Fórmula 1 ficou marcado por uma corrida recheada de polémicas e penalizações, mas também por um momento histórico para Isack Hadjar. O piloto francês da Red Bull garantiu o seu primeiro pódio na categoria rainha do automobilismo, após um fim de semana atribulado e uma investigação rigorosa que poderia ter-lhe custado a posição entre os três primeiros.
A prova monegasca revelou-se uma das mais caóticas dos últimos anos, não só dentro da pista, mas também na atuação da Direção de Corrida. Vários pilotos foram alvo de atenções devido a infrações na box e no circuito, resultando em várias penalizações. Lewis Hamilton, por exemplo, terminou em segundo lugar, mas teve de cumprir uma penalização de cinco segundos por excesso de velocidade na box. No entanto, o maior drama esteve em torno de Hadjar, que esteve por duas vezes sob investigação.
O jovem francês conseguiu um impressionante quarto lugar na linha de meta, que acabou por ser promovido a terceiro lugar devido à penalização aplicada a Pierre Gasly, que excedeu o limite de velocidade na box. Contudo, a sua presença no pódio esteve em risco por duas possíveis violações do regulamento. Durante a fase de Safety Car, Hadjar foi investigado por alegadamente ter mantido uma distância superior a dez monolugares entre si e o carro da frente — uma regra clara no regulamento. Após análise, foi absolvido e não sofreu qualquer penalização.
Mais tarde, já com a corrida terminada, houve nova avaliação relacionada com possíveis intervenções dos mecânicos da Red Bull no carro de Hadjar durante a suspensão da prova. A FIA acabou por confirmar a validade do resultado, mantendo o francês no terceiro lugar final, para alívio da Red Bull e do piloto.
Hadjar não escondeu a emoção com o feito: «Foi um resultado e um fim de semana excecional, especialmente tendo em conta como começou nas primeiras sessões de treinos livres. A corrida foi difícil e tive de dar o máximo. Começámos bem e estávamos a gerir a prova, mas nos primeiros 10 a 15 voltas comecei a sentir grandes problemas de condução. Se há um circuito onde não se quer ter esses problemas, é este, o que tornou a tarefa de completar 60 voltas incrivelmente difícil. Depois, houve a incerteza com a bandeira vermelha, que exigiu manter a concentração. Mesmo no fim, ainda sentia falta de potência nas relançamentos. Foi, sem dúvida, a corrida mais longa da minha vida, mas agora que acabou conquistámos o pódio. Celebrei e vou guardar este momento para sempre.»
Este pódio representa um marco na carreira de Hadjar, que promete dar muito que falar na Fórmula 1. A Red Bull, por seu turno, respira de alívio com a confirmação da terceira posição, num fim de semana onde a gestão das penalizações e a estratégia foram cruciais para o sucesso. O Grande Prémio de Mónaco de 2024 ficará certamente na memória de todos os envolvidos, pela intensidade dentro e fora da pista.
Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)
