Hamilton exige investigação ao Ferrari SF-26 após GP de Mónaco

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Lewis Hamilton lançou um alerta sobre a Ferrari, pedindo uma análise aprofundada ao inesperado declínio de desempenho do SF-26 antes da qualificação do Grande Prémio de Mónaco. A Scuderia, apontada como favorita graças às características de elevado downforce do seu monolugar, dominou as sessões de treinos livres com Leclerc e Hamilton a liderarem as tabelas de tempos em FP1 e FP2, respectivamente. Contudo, a qualificação trouxe uma reviravolta surpreendente.

No sábado, a Mercedes voltou a mostrar força, com Kimi Räikkönen a conquistar a pole position, enquanto Hamilton ficou-se pelo terceiro lugar, atrás de Max Verstappen, e Charles Leclerc viu-se limitado ao quarto posto após embater na barreira na sua última volta rápida. Após a qualificação, Hamilton reconheceu que o carro da Ferrari “estava numa situação realmente má” e admitiu que o conjunto sofreu um retrocesso “com algumas alterações feitas durante a noite”.

“O carro perdeu performance durante a noite e, na qualificação, estava numa situação muito complicada”, explicou o piloto britânico. “No Q1, estava sete décimos mais lento e tive de fazer ajustes drásticos na asa para tentar equilibrar o carro por alguma razão.” Hamilton confessou não saber ao certo o que correu mal, mas garantiu que a equipa vai realizar uma “investigação profunda” para perceber o que causou esta queda inesperada.

Questionado se o terceiro lugar foi o máximo possível para a Ferrari no sábado, Hamilton respondeu com sinceridade: “Sim, infelizmente hoje foi assim. Parabéns ao Kimi. Estivemos muito fortes durante o fim de semana e este circuito é sempre um prazer de conduzir. Senti-me bem no carro e achava que tínhamos progredido ontem, mas depois demos um passo atrás.”

Sobre a possibilidade de ter conseguido a pole position caso o carro não tivesse perdido equilíbrio, Hamilton mostrou-se cauteloso: “Não penso que tenhamos errado na configuração. Fizemos apenas pequenos ajustes, milímetros aqui e ali. Mas algo mudou drasticamente no carro, que ficou completamente diferente do que tinha sido durante o resto do fim de semana. Perdi a aderência na traseira, o que não fazia sentido, porque, até então, tinha um bom equilíbrio.”

Apesar da surpresa, Hamilton manteve o foco na corrida de domingo: “Vamos dar o máximo para acompanhar o ritmo e, quem sabe, podemos ter uma boa partida.” A expectativa é grande para ver se a Ferrari consegue recuperar o desempenho e lutar pela vitória numa pista tão exigente como Mónaco.

Este revés da Ferrari evidencia a complexidade da Fórmula 1, onde as mais pequenas alterações podem ter consequências significativas. A equipa italiana terá que trabalhar intensamente para entender o que falhou e evitar que situações semelhantes comprometam os seus objetivos na temporada.

Com a Mercedes a mostrar-se competitiva e Verstappen a pressionar, o Grande Prémio de Mónaco promete uma corrida emocionante, onde a estratégia e a capacidade de adaptação serão cruciais para o sucesso. A atenção está agora voltada para a resposta da Ferrari e para a forma como Hamilton e Leclerc conseguirão superar este desafio inesperado.

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