Antonelli pede mais potência ao motor nas F1 após mudanças

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O líder do Mundial de Fórmula 1, Andrea Kimi Antonelli, não esconde as dúvidas que ainda persistem em relação à gestão da energia nos monolugares da presente época, apesar das alterações introduzidas no regulamento para 2026, que entraram em vigor no Grande Prémio de Miami. Em conferência de imprensa no Canadá, o piloto da Mercedes revelou que, embora as mudanças tenham melhorado a condução e o espectáculo, há ainda caminho a percorrer para que as corridas sejam plenamente satisfatórias para pilotos e adeptos.

Antonelli destacou que, por vezes, o funcionamento do sistema de gestão energética ainda o surpreende, indicando que existe uma margem para afinar o equilíbrio entre o motor térmico e a componente elétrica. “A certa altura, o sistema de gestão da energia ainda nos apanha um pouco desprevenidos. As modificações introduzidas e a margem dada pela FIA ao sistema facilitaram bastante a condução. Penso que os carros estão muito melhores do que no ano passado, porque se consegue andar muito mais próximos, o que torna as corridas mais emocionantes”, sublinhou o piloto italiano da Mercedes.

Sobre a performance da sua unidade motriz, Antonelli não poupou elogios ao trabalho da sua equipa: “Não me posso queixar do motor porque a equipa fez um trabalho incrível, mas obviamente que também melhoraram muito o chassis.” Contudo, o piloto do carro prateado antevê que o desenvolvimento do motor térmico continuará a ser uma prioridade nos próximos anos: “Parece-me que ainda há trabalho a fazer ao nível da unidade motriz e será interessante ver o que acontecerá nos próximos dois anos, caso o regulamento mude para dar mais potência ao motor a combustão e um pouco menos ao eléctrico. Acredito que isso será mais um passo na direcção certa.”

Antonelli concluiu que, do ponto de vista do sistema, a evolução é clara face ao início do ano: “Está melhor do que em Melbourne, está a tornar-se mais natural.” A opinião do jovem piloto, que lidera o campeonato, reflete o sentimento de várias figuras do pelotão que defendem uma revisão constante do regulamento para garantir corridas mais autênticas, intensas e agradáveis para pilotos e fãs. O desafio passa por equilibrar a sustentabilidade tecnológica com a emoção pura da Fórmula 1, numa altura em que a transição para motores mais eléctricos ainda deixa questões em aberto.

A temporada continua a revelar-se um laboratório de inovação, onde as equipas e os pilotos testam os limites da nova era híbrida, ao mesmo tempo que esperam que o regulamento futuro permita um maior protagonismo do motor térmico, devolvendo à competição a essência que tornou a Fórmula 1 numa referência mundial do desporto motorizado.