O Grande Prémio do Canadá de Fórmula 1 entregou-nos uma corrida absolutamente caótica e imprevisível, onde a estratégia e a resistência mecânica foram postas à prova desde o arranque sob chuviscos e pista molhada. A aposta arriscada dividiu a grelha: Mercedes, Red Bull e Ferrari optaram pelos pneus macios, enquanto sete carros, incluindo os McLaren, lançaram-se com pneus intermédios, uma decisão que se revelou desastrosa logo nas primeiras voltas.
Oscar Piastri, da McLaren, viu-se obrigado a entrar nas boxes logo na primeira volta para trocar pneus, com Lando Norris a seguir-lhe o exemplo na terceira volta. Ambos admitiram que a pista secava rapidamente, tornando os intermédios ineficazes e forçando-os a recomeçar a corrida a partir do zero. Na frente, a Mercedes dominava, mas a tranquilidade era longe de garantida. George Russell liderava com Francesco Antonelli colado, numa batalha interna feroz que animou as primeiras 25 voltas do Grande Prémio.
O duelo entre os dois pilotos da Mercedes foi marcado por erros sucessivos na última chicane: Russell escorregou na volta 17, enquanto Antonelli cometeu um deslize na volta 24. Momentos de contacto entre ambos obrigaram a equipa a intervir por rádio, tentando controlar uma situação que ameaçava transformar-se numa autêntica tempestade interna.
A verdadeira viragem aconteceu na volta 22, quando Antonelli tomou a liderança de forma definitiva, deixando Russell a lutar para manter-se na corrida. Enquanto isso, Max Verstappen começava a escalar no pelotão e já se instalava no terceiro lugar à nona volta, ultrapassando Lewis Hamilton. O piloto da Red Bull mantinha-se à espreita a cerca de cinco segundos dos líderes, pronto para aproveitar qualquer deslize.
Mais atrás, o caos continuava a fazer estragos. Piastri foi penalizado com 10 segundos por um incidente com Alex Albon, que acabou mesmo por abandonar na volta 20 devido aos danos sofridos. Fernando Alonso também não resistiu e desistiu à volta 27, aumentando o número de abandonos numa corrida que se tornava cada vez mais imprevisível.
O momento mais dramático surgiu na volta 30, quando George Russell, líder até então, ficou parado em pista devido a uma falha mecânica no seu Mercedes, forçando a entrada do Virtual Safety Car e abalando as aspirações da equipa alemã. Até aquele momento, a corrida já contabilizava quatro abandonos, uma penalização e uma batalha interna explosiva no topo da classificação, demonstrando a intensidade e imprevisibilidade do Grande Prémio do Canadá.
No final da primeira metade da corrida, Francesco Antonelli mantinha a liderança, com Max Verstappen em segundo lugar, seguido por Lewis Hamilton em terceiro. Charles Leclerc segurava o quarto posto, subjugado à pressão constante de Ayumu Hadjar, numa luta que promete continuar até ao final.
Este GP do Canadá ficará na memória como um dos mais intensos e imprevisíveis da temporada, onde estratégias arriscadas, erros de pilotagem e falhas técnicas definiram o rumo da corrida. A Mercedes, apesar de dominar inicialmente, viu as suas esperanças desfeitas com o abandono de Russell, enquanto a Red Bull e Ferrari continuam a pressionar ferozmente, num campeonato que está cada vez mais competitivo e emocionante.
No final Francesco Antonelli vence a corrida com Hamilton a ir buscar Verstappen e a terminar no segundo lugar e o Holandês fecha o pódio final da corrida do Canadá




