Oscar Piastri protagonizou um episódio polémico no Grande Prémio do Canadá, ao ser penalizado com 10 segundos por causar uma colisão que forçou a desistência de Alex Albon, da Williams. A corrida no Circuit Gilles Villeneuve revelou-se um pesadelo para o jovem piloto australiano da McLaren, que arrancou ao lado do seu colega Lando Norris com pneus intermédios — uma aposta arriscada que não deu frutos.
Apesar da pista estar ligeiramente húmida em alguns pontos, fruto da chuva que caiu mais cedo, a água não foi suficiente para justificar a escolha dos intermédios. Perante esta realidade, Piastri optou por entrar nas boxes logo na última volta da primeira volta de corrida, caindo assim para o pelotão intermédio. Foi nesse regresso ao tráfego que a tensão aumentou: na icónica curva do hairpin, Piastri tentou ultrapassar Albon, mas entrou demasiado agressivo e acabou por tocar no lado do FW48 do piloto da Williams.
O impacto foi severo. O monolugar de Albon sofreu danos que o obrigaram a abandonar imediatamente a corrida, numa desilusão total para a equipa. Já Piastri viu-se obrigado a realizar uma segunda passagem pelas boxes para substituir a asa dianteira danificada, comprometendo ainda mais a sua prova. Para coroar o castigo, os comissários de pista não pouparam críticas ao australiano e aplicaram-lhe uma penalização de 10 segundos, que o penalizou no resultado final.
Este incidente lança uma sombra sobre o desempenho da McLaren no Canadá, evidenciando os riscos de decisões estratégicas precipitadas e a pressão que os pilotos enfrentam num circuito onde a margem de erro é mínima. Piastri, ainda em fase de adaptação à Fórmula 1, terá certamente aprendido uma lição dura numa corrida que prometia ser uma oportunidade para somar pontos importantes. A McLaren, por sua vez, terá de rever a estratégia para evitar que situações semelhantes voltem a comprometer os seus resultados.




