Ferrari volta a enfrentar uma dura realidade no GP do Canadá 2026, com Charles Leclerc a revelar uma insatisfação clara perante a terceira posição da equipa no pelotão, fruto de um desempenho aquém do esperado nas sessões de qualificação. O piloto monegasco, apesar de ter conseguido um resultado mínimo aceitável na Sprint Race, não esconde que o verdadeiro obstáculo reside na dificuldade em garantir uma boa posição de partida.
Leclerc partiu da sexta posição no Circuit Gilles Villeneuve e manteve-se nessa colocação durante quase toda a corrida curta de sábado, numa atuação discreta que só ganhou brilho na última volta, quando ultrapassou Lewis Hamilton, seu companheiro de equipa, aproveitando o momento em que Oscar Piastri atacava o piloto da Mercedes. Este gesto foi, no fundo, o ponto alto de um fim de semana que começou a revelar fragilidades da Ferrari, especialmente face a rivais diretos como a Mercedes e a McLaren, que demonstraram superioridade evidente nos longos retas do traçado canadiano.
“Os problemas na qualificação sprint não foram apenas relacionados com o equilíbrio da travagem, havia várias pequenas coisas que não estavam bem ajustadas,” explicou Leclerc, mostrando-se cautelosamente otimista para o resto do fim de semana. “Hoje foi melhor, embora o problema ainda não estivesse totalmente resolvido. Espero que na qualificação esteja tudo em ordem para conseguir um melhor feeling com a máquina.”
O monegasco também comentou a superior adaptação de Hamilton ao carro, reconhecendo o desempenho consistente do britânico durante o fim de semana. “Penso que o Lewis está muito forte neste circuito, sobretudo na qualificação. No ritmo de corrida senti-me bem com o carro, mas na qualificação vai ser difícil. Pagámos caro por partir em sexto,” afirmou Leclerc, demonstrando a sua ambição para a sessão decisiva.
“Se tudo correr bem nas provas oficiais, espero estar pelo menos no top-3. Isso permitir-nos-á lutar com os pilotos da frente amanhã,” concluiu Charles Leclerc, lançando um desafio claro à equipa para superar as limitações técnicas e regressar à luta pelos lugares cimeiros.
A Ferrari, que até agora tem sofrido para acompanhar o ritmo do pelotão da frente, vê-se obrigada a trabalhar rapidamente para ajustar a SF-26 e melhorar a performance nas qualificações, etapa crucial para não desperdiçar oportunidades numa pista onde as ultrapassagens são complicadas. O GP do Canadá promete ser um teste de resistência e estratégia para a Scuderia, que luta para voltar à sua posição de destaque na Fórmula 1.




