O acidente que parou o mundo da fórmula 1 19 anos depois

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O Grande Prémio do Canadá é palco de momentos memoráveis na história da Fórmula 1, mas poucos se comparam ao acidente que abalou o mundo do desporto motorizado há 19 anos no Circuit Gilles Villeneuve. Robert Kubica protagonizou um dos mais assustadores acidentes do século XXI, sobrevivendo a uma colisão brutal que poderia ter custado a sua carreira — ou até a vida. Do caos, surgiu uma recuperação épica que culminaria na maior vitória da sua carreira até então, apenas doze meses depois.

Em 2007, Kubica já se destacava como uma das grandes promessas da F1. O piloto polaco estreara-se na BMW Sauber em meados de 2006 e surpreendera tudo e todos ao subir ao pódio em Monza no seu terceiro Grande Prémio. A temporada seguinte foi consistente, embora sem grandes brilhos, com o piloto a marcar pontos regularmente e a afirmar-se como um dos mais fortes do meio do pelotão. Contudo, parecia faltar-lhe aquele momento que o catapultasse para o estrelato.

Esse momento quase lhe foi arrebatado no dia 10 de junho de 2007. Partindo do oitavo lugar da grelha, Kubica manteve-se competitivo nas primeiras voltas, rodando próximo dos pontos. Mas tudo mudou na volta 27, logo após uma fase de safety car. Num duelo intenso com Jarno Trulli, da Toyota, a caminho do hairpin, Kubica tocou no carro do rival durante a travagem — um toque que lançou a sua BMW Sauber para fora do asfalto, direto para a gravilha. Um ligeiro ressalto elevou as rodas dianteiras e, dali em diante, o polaco tornou-se mero passageiro da sua máquina descontrolada.

O impacto foi devastador: o carro embateu numa barreira de betão a uma força de 75g, praticamente desintegrando-se. Rodas, asa dianteira, sidepods e carroçaria ficaram espalhados pelo circuito. A viatura capotou, chocou contra a barreira oposta e parou de lado. Kubica ficou visível através da frente destruída, uma imagem que fez temer o pior. Surpreendentemente, o piloto sofreu apenas uma ligeira concussão e um entorse no tornozelo. Mas como medida de precaução, foi forçado a falhar a prova seguinte em Indianápolis — onde, curiosamente, estreou-se oficialmente Sebastian Vettel.

O regresso de Kubica não tardou. Já na corrida seguinte, em Magny-Cours, garantiu um impressionante quarto lugar, provando a sua rápida recuperação e resistência física e mental.

Doze meses depois, em Montreal, a redenção estava marcada. Kubica alinhou na segunda posição da grelha, logo atrás do então líder do campeonato, Lewis Hamilton. A corrida, caótica e imprevisível, tornou-se a oportunidade perfeita para o polaco. Hamilton cometeu um erro grave ao avançar no sinal vermelho na box, eliminando-se a si próprio e também a Kimi Räikkönen. Kubica aproveitou a confusão, ultrapassou o seu companheiro de equipa Nick Heidfeld e geriu a corrida com mestria até à bandeirada. A vitória foi a primeira e única da sua carreira em Fórmula 1, elevando Kubica ao topo do campeonato com 42 pontos — quatro de avanço sobre Hamilton e Felipe Massa.

Apesar de não ter conquistado o título, essa vitória parecia abrir as portas para um futuro brilhante. Porém, o destino ainda reservaria outro golpe duro. Em 2011, um grave acidente num rally causou-lhe ferimentos severos no antebraço, exigindo múltiplas cirurgias e comprometendo seriamente a sua carreira na Fórmula 1. O tão esperado salto para a Ferrari nunca chegou a materializar-se.

Kubica regressou ao Mundial entre 2019 e 2021, ao volante de Williams e Alfa Romeo, mostrando a sua perseverança e paixão pelo desporto. E em 2025, alcançou talvez o maior feito da sua carreira: a vitória nas 24 Horas de Le Mans, um triunfo que coroou a extraordinária trajetória de um piloto que nunca desistiu, mesmo após os momentos mais sombrios.

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