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1.800 cv sem turbos, o Bugatti Tourbillon aposta no V16!

Publicado a 23 de Outubro de 2026, 22h56  ·  4 min de leitura

O Bugatti Tourbillon, na fotografia principal do comunicado oficial da marca. Fotografia: sala de imprensa da marca, https://newsroom.bugatti.com/en/press-releases/the-bugatti-tourbillon-an-automotive-icon-pour-leternite

O Bugatti Tourbillon troca o W16 por um V16 atmosférico e chega aos 1.800 cv com ajuda elétrica.
Num comunicado de 21 de junho de 2024, a marca explicou a engenharia do modelo, da bateria estrutural à aerodinâmica para mais de 400 km/h.

O essencial

  • O V16 atmosférico de 8,3 litros foi desenvolvido com a Cosworth e fornece 1.000 cv.
  • A bateria de 25 kWh permite mais de 60 km em modo elétrico, segundo a Bugatti.
  • O painel de instrumentos analógico reúne mais de 600 peças e pesa 700 g.

O Bugatti Tourbillon chega aos 1.800 cv sem recorrer a turbos.
No comunicado de apresentação, de 21 de junho de 2024, a Bugatti explicou como substitui o W16 por um V16 atmosférico com assistência elétrica.
É o primeiro modelo da marca em mais de 20 anos sem o W16.

O V16 de 8,3 litros, desenvolvido com a Cosworth, fornece 1.000 cv, segundo o AutoGear apurou no comunicado.
Os restantes 800 cv vêm de 3 motores elétricos, 2 dianteiros e 1 traseiro.
O motor de combustão pesa 252 kg, atinge 9.000 rpm e trabalha com uma caixa de dupla embraiagem de 8 velocidades.

Bugatti Tourbillon sem turbos

A bateria de 25 kWh, refrigerada a óleo, usa uma arquitetura de 800 V e fica no túnel central e atrás dos ocupantes.
Segundo a Bugatti, permite percorrer mais de 60 km em modo elétrico.
A tração é integral, com distribuição variável de binário entre as rodas.

Os motores elétricos atingem 24.000 rpm e utilizam inversores de carboneto de silício.
A marca anuncia mais de 6 kW por kg nos conjuntos de propulsão elétrica, que incluem motores, inversores e transmissões.
Apesar da bateria e da eletrificação, a Bugatti afirma que o Tourbillon pesa menos do que o Chiron.
No comunicado, previa também uma redução significativa das emissões face ao antecessor.

A bateria faz parte da estrutura

A estrutura em compósito de carbono T800 integra a bateria como elemento resistente e incorpora as condutas de ar dianteiras.
O difusor traseiro também participa na proteção em caso de colisão.
As estruturas auxiliares combinam alumínio de paredes finas com reforços impressos em 3D.

A suspensão multibraços em alumínio substitui os duplos triângulos de aço do Chiron.
Segundo a Bugatti, os novos braços e mangas de eixo reduzem em 45% o peso da suspensão.
Os travões são carbocerâmicos, com comando eletrónico, e os pneus Michelin específicos medem 285/35 R20 à frente e 345/30 R21 atrás.

A asa fica recolhida

A Bugatti desenvolveu a aerodinâmica para velocidades superiores a 400 km/h.
O difusor começa a subir logo atrás do habitáculo e permite manter a asa traseira recolhida nas passagens à velocidade máxima.
A asa produz apoio a velocidades inferiores e funciona como travão aerodinâmico nas desacelerações.

À frente, o ar passa sob os faróis em direção às entradas laterais.
O sistema frontal de arrefecimento encaminha ar através do capot, contribuindo também para o apoio aerodinâmico.
Entre os radiadores existe uma bagageira, e a nova estrutura oferece mais espaço para arrumação.
As portas de abertura diédrica têm acionamento elétrico pelo comando ou pelos botões exteriores e interiores.

Relojoaria em vez de ecrãs

O painel de instrumentos analógico, construído com relojoeiros suíços, reúne mais de 600 peças em materiais como titânio, safira e rubi.
Pesa 700 g e permanece fixo enquanto o aro do volante gira à sua volta.
A consola combina vidro com alumínio e deixa à vista os mecanismos dos comandos.

O ecrã tátil fica escondido até ser necessário.
Surge na vertical em 2 segundos para mostrar a câmara de marcha-atrás ou na horizontal em 5 segundos.
Os bancos estão fixos ao piso, com pedais ajustáveis eletricamente.
A Bugatti estava a desenvolver um sistema de áudio que usava os revestimentos interiores como altifalantes, através de excitadores, dispensando colunas convencionais.

Uma herança de 250 unidades

A Bugatti aponta os Type 35, Type 57SC Atlantic e Type 41 Royale como referências de desempenho, beleza e luxo.
O nome Tourbillon abandona a homenagem a pilotos e recupera uma invenção relojoeira de 1801, concebida para compensar os efeitos da gravidade.

“The Tourbillon had to be incomparable in every respect.”
A afirmação é de Emilio Scervo, diretor de tecnologia da Bugatti Rimac, ao explicar o desenvolvimento de raiz do modelo.
No comunicado de junho de 2024, a Bugatti previa 250 exemplares e entregas aos clientes em 2026, com protótipos já em testes de estrada.

Leia também

Perguntas e respostas

Como se explica o Bugatti Tourbillon, do V16 aos 1.800 cv?

O V16 de 8,3 litros fornece 1.000 cv.
Os restantes 800 cv vêm de 3 motores elétricos, 2 dianteiros e 1 traseiro.

Qual é a autonomia elétrica do Bugatti Tourbillon?

Segundo a Bugatti, a bateria de 25 kWh permite percorrer mais de 60 km em modo elétrico.
A bateria é refrigerada a óleo e usa uma arquitetura de 800 V.

Quantos exemplares do Bugatti Tourbillon estão previstos?

No comunicado de junho de 2024, a Bugatti previa 250 exemplares.
As entregas aos clientes estavam previstas para 2026.

Ficha técnica

Motor
V16 atmosférico de 8,3 litros
Potencia
1.800 cv (1.000 cv do motor de combustão + 800 cv dos motores elétricos)
Cilindrada
8,3 litros
Rotações máximas
9.000 rpm
Transmissao
Caixa de dupla embraiagem de 8 velocidades
Bateria
25 kWh, arquitetura de 800 V
Autonomia
Mais de 60 km em modo elétrico
Travagem
Carbocerâmicos com comando eletrónico
Suspensao
Multibraços em alumínio
Rodas
285/35 R20 à frente, 345/30 R21 atrás
Producao
250 exemplares previstos

Gustavo Figueira

AutoGear  ·  25 artigos

É o que se chama uma verdadeira Kill Machine. Ainda está indeciso se gosta mais de motos ou de automóveis: um verdadeiro híbrido. Nada lhe mete medo. O tempo livre gosta de o passar a queimar quilómetros, seja em motos ou em automóveis.

Colaborador do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.

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