Fernando Alonso terminou a corrida em Zandvoort na nona posição, alcançando o melhor resultado da Aston Martin na temporada. O piloto espanhol considerou este resultado “mais um passo em frente” na avaliação do desempenho do seu carro, após somar dois pontos nesta prova. Alonso demonstrou otimismo em relação ao que a equipa pode alcançar no futuro, destacando o trabalho realizado no chassis e as melhorias feitas desde o Grande Prémio da Hungria.
Alonso conseguiu extrair o máximo dos seus pneus macios para terminar na zona de pontos. Ao comentar sobre o desempenho do Aston Martin, o piloto referiu que a equipa conseguiu afinar as atualizações implementadas no carro. “Acho que foi mais um passo em frente, especialmente no que diz respeito ao chassis,” afirmou. “Trouxemos quatro ou cinco componentes aqui. Além disso, o pacote de Budapeste foi compreendido na pausa e, com todos os dados disponíveis após a corrida, podemos afinar um pouco mais a configuração em torno dessa nova especificação, além das novas peças.”
No que diz respeito ao motor, Alonso foi mais cauteloso. “É mais difícil. Não acho que possamos ser categóricos em afirmar se temos mais potência ou não em função do piloto. Mudamos de circuito de um mês para o outro,” explicou. O piloto também mencionou que teve dificuldades com a desaceleração e a travagem do motor ao longo do fim de semana, tornando a prova um desafio nesse aspecto.
Questionado se a nona posição refletia de forma justa a velocidade da Aston Martin, Alonso considerou que sim, especialmente após o abandono de Max Verstappen. “Acho que sim. Marcámos um ponto em Mónaco com nove abandonos e hoje marcámos dois pontos com o DNF do Max. Portanto, acho que foi merecido,” comentou.
Alonso também revelou que enfrentou problemas de comunicação com a sua equipa durante a corrida, tendo dificuldades em ouvir as instruções e vice-versa. “Não consegui ouvi-los, aparentemente, eles também não conseguiam ouvir-me, o que às vezes era uma boa notícia! A estratégia era clara, mas algumas das bandeiras azuis, as manobras de ultrapassagem que tivemos de defender, foram frustrantes em alguns momentos,” concluiu.
Com a próxima corrida a decorrer em Monza, Alonso não espera que a Aston Martin seja competitiva, mas acredita que em outros circuitos poderão ter novas oportunidades para conquistar pontos.

