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Toyota conquista lugar entre as maiores equipas de resistência de sempre

Publicado a 18 de Junho de 2026, 19h23  ·  Atualizado a 26 de Junho de 2026, 00h35  ·  3 min de leitura

08 BUEMI Sébastien (swi), HARTLEY Brendon (nzl), HIRAKAWA Ryo (jpn), Toyota Racing, Toyota TR010 Hybrid #08, Hypercar, action during the 24 Hours of Le Mans 2026, 3rd round of the 2026 FIA World Endurance Championship, on June 9, 2026 on the Circuit des 24 Heures du Mans in Le Mans, France - Photo Andrea Lorenzina / DPPI

A Toyota confirmou o seu estatuto de gigante das corridas de resistência ao conquistar a sexta vitória nas 24 Horas de Le Mans, estabelecendo um novo patamar de excelência para a marca japonesa e solidificando o seu lugar entre os maiores de sempre na disciplina. Numa edição marcada por uma concorrência feroz, a equipa de Colónia conseguiu prevalecer frente a construtores históricos, demonstrando resiliência e capacidade técnica ao mais alto nível.

Na 94.ª edição das 24 Horas de Le Mans, a Toyota Gazoo Racing cruzou a linha da meta em primeiro lugar com o seu protótipo Hypercar, o GR010 Hybrid, pilotado por Sébastien Buemi, Brendon Hartley e Ryo Hirakawa. O trio completou 367 voltas ao mítico Circuito de la Sarthe, com uma vantagem final de apenas 14,2 segundos sobre o segundo classificado, evidenciando o equilíbrio competitivo que tem marcado a era Hypercar. Esta vitória, a sexta da Toyota em Le Mans, surge após triunfos em 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022, mas assume um significado especial por ter sido alcançada contra adversários de peso como a Ferrari, a Porsche, a Peugeot e a Cadillac, que regressaram ou reforçaram a aposta na categoria principal do Mundial de Resistência (WEC).

O feito da Toyota assume particular importância no contexto actual do WEC, onde a competição se tem intensificado com o regresso de grandes construtores, resgatando o espírito lendário da resistência mundial. Enquanto as primeiras três vitórias da Toyota ocorreram numa fase de menor oposição, a conquista deste ano representa a primeira vitória face a uma verdadeira armada de rivais de fábrica. Esta conquista não só desafia o domínio de equipas míticas como a Joest Racing (com 11 vitórias em Le Mans ao serviço da Audi e Porsche), como também eleva a Toyota ao restrito clube dos mais bem-sucedidos da história, ao lado de nomes como a própria Porsche oficial e a lendária JW Automotive.

O director de equipa, Kamui Kobayashi, destacou a dificuldade e o significado do triunfo: “Esta vitória é muito especial. Sabíamos que seria duro, pois enfrentámos rivais fortíssimos, mas a equipa esteve irrepreensível na estratégia e na resposta aos problemas técnicos que surgiram.” Após a prova, o piloto Sébastien Buemi sublinhou a dimensão do desafio: “Nunca senti tanta pressão numa corrida. Cada décimo de segundo contava, cada decisão era crucial. Foi uma vitória de equipa, daquelas que ficam para sempre.” Brendon Hartley acrescentou: “O espírito de resistência da Toyota foi posto à prova como nunca. Conseguimos ultrapassar várias adversidades, desde pequenas falhas técnicas a situações de pista muito complicadas.”

Esta vitória permite à Toyota reforçar a liderança no Campeonato do Mundo de Resistência, consolidando a sua posição perante a concorrência directa da Ferrari e da Porsche, que ambicionavam travar a hegemonia nipónica. Com este resultado, a Toyota destaca-se não só pela fiabilidade e velocidade, mas também pela capacidade de inovar em tempo real, como demonstrou em edições anteriores: em 2021, por exemplo, desenvolveu software durante a corrida para contornar um problema de filtro de combustível, conseguindo um inesquecível 1-2.

Segue-se agora o Grande Prémio de Monza, onde a pressão volta a aumentar e as rivalidades prometem reacender-se. A Toyota parte para a próxima ronda do WEC com uma vantagem reforçada, mas consciente de que o campeonato está mais imprevisível do que nunca. A Ferrari, a Porsche e a Peugeot prometem não baixar os braços, tornando cada ponto disputado até ao fim. Resta saber se a Toyota conseguirá manter o ritmo e continuar a escrever páginas douradas na história das corridas de resistência, onde já conquistou, por mérito próprio, um lugar entre os imortais.

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Redação

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Assinatura da redação do AutoGear, usada no acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel. A produção destes textos é apoiada por ferramentas automáticas.

A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante.

A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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