Johannes Neft, da Škoda, “o sistema escolhe o modo de condução mais eficiente”
Škoda Octavia full hybrid de 2026, na fotografia principal do comunicado oficial da Škoda de 5 de outubro. Fotografia: sala de imprensa da marca, https://www.skoda-storyboard.com/en/press-releases/skoda-octavia-is-the-brands-first-model-with-a-full-hybrid-powertrain/
O Škoda Octavia full hybrid é o primeiro modelo da marca com esta tecnologia e tem duas potências, 100 kW (136 cv) e 125 kW (170 cv). A Škoda abre as encomendas em outubro e prevê as primeiras entregas para dezembro, mas ainda não há preço nem data para Portugal.
O essencial
- O Octavia é o primeiro modelo da Škoda com sistema full hybrid, em duas potências, 100 kW (136 cv) e 125 kW (170 cv).
- A mala tem 460 litros na berlina e 485 litros na carrinha, segundo a Škoda.
- As encomendas abrem em outubro e as primeiras entregas estão previstas para dezembro, sem preço nem data para Portugal.
A Škoda apresentou a 5 de outubro a primeira motorização full hybrid da sua história, e escolheu o Octavia para a estrear. Segundo a Škoda, é um híbrido série-paralelo que funciona de forma automática, anda em modo elétrico em distâncias curtas e não precisa de carregamento externo. Está disponível na berlina e na carrinha.
Como funciona o Škoda Octavia full hybrid

O conjunto junta o motor a gasolina 1.5 TSI evo2 a dois motores elétricos, uma caixa automática de uma só relação e uma embraiagem automática. O motor elétrico mais pequeno serve sobretudo de gerador e dá o arranque ao motor a gasolina. O maior move as rodas da frente e recupera energia nas travagens.
A marca descreve três modos, que o sistema escolhe sozinho. Em modo elétrico, o Octavia percorre até cerca de dois quilómetros sem ligar o motor a gasolina. Em modo série, o motor a gasolina alimenta o gerador, que produz eletricidade para o motor de tração. O modo paralelo entra acima dos 60 km/h e em condução estável, com a embraiagem a ligar o motor a gasolina às rodas e o motor elétrico a poder dar apoio.
“Funcionando de forma totalmente automática, o sistema escolhe o modo de condução mais eficiente de acordo com as condições do momento”, disse Johannes Neft, diretor de desenvolvimento da Škoda Auto, citado no comunicado.
Duas potências, 136 e 170 cv

A versão de entrada tem 100 kW (136 cv) de potência combinada e usa o 1.5 TSI com 96 kW. A mais potente chega aos 125 kW (170 cv), com o motor a gasolina a debitar 110 kW. A marca dá as potências em kW, e os 136 e 170 cv são a equivalência publicada pela Motor.es. A mesma publicação espanhola escreve que é o conjunto híbrido que a Volkswagen estreou no T-Roc.
Os dois motores elétricos são iguais nas duas variantes, e a velocidade máxima está limitada eletronicamente a 180 km/h, segundo a Škoda. A bateria de tração tem 1,6 kWh de capacidade bruta e fica debaixo dos bancos traseiros. O sistema mantém a carga entre 40% e 90%, com energia que vem do motor a gasolina ou da travagem regenerativa.
Quanto perde a mala
A Škoda indica 460 litros de mala na berlina, que passam a 1400 litros com os bancos traseiros rebatidos. Na carrinha são 485 litros e até 1540 litros. A Motor.es compara com as versões mild hybrid, que têm 600 e 640 litros, e escreve que a perda chega aos 155 litros, o valor da carrinha. Na berlina, a diferença entre os dois números é de 140 litros.
Lido pelo AutoGear ao lado do texto espanhol, o comunicado da Škoda não fala em perda de espaço e dá só os valores da versão híbrida. O depósito de gasolina leva 40 litros, segundo a marca, e a Motor.es acrescenta que são menos cinco do que nas outras versões.
Equipamento e o que falta saber

O full hybrid vende-se nos níveis de equipamento Selection e Sportline. De série, traz um ecrã central de 13 polegadas, um painel de instrumentos digital de 10 polegadas e o emblema HYBRID na tampa da mala.
Como o AutoGear contou quando o Octavia fez 30 anos, o modelo vai na quarta geração, que nasceu em 2019 e foi atualizada em 2024. Na marca checa, os híbridos de ligar à corrente são mais antigos, e o Superb recebeu a primeira motorização híbrida plug-in em 2019.
O comunicado não indica consumos, emissões, preços nem os mercados onde a versão será vendida. A Škoda diz que as encomendas abrem em outubro e que as primeiras entregas a clientes estão previstas para dezembro. Ainda não se sabe se o Octavia full hybrid chega a Portugal, nem quando ou por quanto.
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Perguntas e respostas
Com que potências e com que mala se estreia o Škoda Octavia full hybrid?
Segundo a Škoda, há duas variantes, com 100 kW e 125 kW de potência combinada, o equivalente a 136 cv e 170 cv. A primeira usa o motor 1.5 TSI com 96 kW e a segunda o mesmo motor com 110 kW, sempre com dois motores elétricos. A mala tem 460 litros na berlina e 485 litros na carrinha.
Quanta mala perde o Škoda Octavia full hybrid face às outras versões?
Segundo a Motor.es, as versões mild hybrid têm 600 litros na berlina e 640 litros na carrinha, e a perda chega aos 155 litros na carrinha. Na berlina, a diferença é de 140 litros. A Škoda indica 460 e 485 litros, que passam a 1400 e 1540 litros com os bancos traseiros rebatidos.
O Škoda Octavia full hybrid já tem preço em Portugal?
Não. O comunicado da Škoda não indica preços nem os mercados onde a versão será vendida. A marca diz apenas que as encomendas abrem em outubro e que as primeiras entregas a clientes estão previstas para dezembro de 2026.
Fotografia: sala de imprensa da marca, https://www.skoda-storyboard.com/en/press-releases/skoda-octavia-is-the-brands-first-model-with-a-full-hybrid-powertrain/
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Ficha técnica
- Motor
- 1.5 TSI evo2 com dois motores elétricos
- Potencia
- 100 kW (136 cv) ou 125 kW (170 cv)
- Transmissao
- Caixa automática de uma só relação
- Bateria
- 1,6 kWh de capacidade bruta
- Velocidade maxima
- 180 km/h
- Mala (berlina)
- 460 litros (1400 com bancos rebatidos)
- Mala (carrinha)
- 485 litros (1540 com bancos rebatidos)
- Deposito combustivel
- 40 litros
AutoGear · 3410 artigos
Assinatura colectiva da redação do AutoGear. Assina os textos dos colaboradores da casa, Pedro Albuquerque, Diogo Mota e Vasco Santos, e o acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel, produzido com apoio de ferramentas automáticas.
A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.