Quem será capaz de superar Sébastien Ogier no Rali de Portugal ?

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Há provas que são mais do que provas. O Rali de Portugal é uma delas. Desde 1967, quando os primeiros pilotos partiram de dez cidades europeias onde a TAP tinha representação e se concentraram em San Sebastián para uma maratona de 2.332 quilómetros, seis etapas, oito classificativas e dezenas de controlos horários até ao Estoril, que esta prova carrega consigo uma alma que o tempo não conseguiu apagar. O vencedor dessa primeira edição histórica foi José Carpinteiro Albino, num Renault 8 Gordini, que recebeu como prémio 60 contos, o equivalente a 300 euros de hoje. Uma fortuna modesta para uma vitória que ficou para a eternidade.

Cinquenta e nove edições depois, as estradas sinuosas e espetaculares que fizeram a fama desta prova continuam a ser o maior argumento do Rali de Portugal no calendário do Campeonato do Mundo. A organização passou da TAP para o Automóvel Club de Portugal em 1975, mas o espírito de aventura manteve-se intacto. Todos os grandes nomes querem competir aqui. Todos querem tornar-se heróis nestas serras.

E nenhum nome pesa tanto sobre esta prova como o de Sébastien Ogier. O francês da Toyota venceu o Rali de Portugal por sete vezes, um registo que durante 37 anos pertenceu ao finlandês Markku Alén e as suas cinco vitórias antes de o heptacampeão mundial o pulverizar. Hoje, Ogier chega a Portugal perseguindo a oitava vitória, o que seria também o terceiro triunfo consecutivo. Uma missão que toda a concorrência, incluindo os seus próprios companheiros de equipa da Toyota, está determinada a impedir.

Porque a Toyota domina este campeonato de uma forma que começa a parecer humilhante para os adversários. Cinco provas disputadas, cinco vitórias, e a totalidade dos três lugares do pódio varridos pela marca japonesa em praticamente todas as rondas. A única interrupção neste domínio absoluto veio do segundo lugar do Hyundai de Adrien Fourmaux no Safari do Quénia e do terceiro lugar conquistado no rali da Croácia. São exceções que confirmam a regra e que tornam o contexto do Rali de Portugal ainda mais fascinante, porque dentro desta hegemonia de uma só marca existe uma guerra fratricida que ninguém consegue controlar.

Elfyn Evans chega a Portugal na liderança do campeonato com 101 pontos, mas a vantagem para o segundo classificado é de apenas dois pontos. E esse segundo classificado é Takamoto Katsuta, outro Toyota. Logo atrás surgem Sami Pajari com 72 pontos e Oliver Solberg com 68, ambos também na Toyota. O primeiro piloto de outra marca na classificação é Adrien Fourmaux da Hyundai com 59 pontos, apenas um ponto acima de Ogier com os seus 58. Seis pilotos separados por 43 pontos, com o campeonato completamente em aberto e Portugal como o palco onde tudo pode mudar de figura num único fim de semana.

Thierry Neuville, campeão mundial em 2024 e chefe de fila da Hyundai, é outra das personagens centrais desta edição. O belga tem talento e experiência mais do que suficientes para lutar pela vitória, mas chega a Portugal com a confiança abalada. No rali da Croácia, Neuville liderava com mais de um minuto de vantagem no último troço quando despistou e deixou escapar um triunfo que parecia guardado. O tipo de acidente que deixa marcas, tanto no carro como na cabeça do piloto.

No universo nacional, a figura incontornável é Armindo Araújo. Três vitórias no Rali de Portugal, conquistadas em 2003, 2004 e 2006, fazem do piloto português o único a intrometer-se com consistência entre os grandes nomes internacionais nesta prova. O que torna o seu palmarés ainda mais impressionante é o facto de duas dessas vitórias terem sido alcançadas ao volante de um carro com tração apenas dianteira, o pequeno Citroën Saxo Kit Car. Numa era em que a tecnologia dos carros de rali de topo faz toda a diferença, essa façanha ganha uma dimensão ainda maior quando vista em retrospetiva. Araújo não compete em Rally1, mas a sua presença nas estradas portuguesas continua a ser um dos momentos mais aguardados pelo público nacional.

O impacto desta prova vai muito além do desporto. Em edições anteriores, o Rali de Portugal gerou um impacto económico recorde de 193 milhões de euros, um número que coloca este evento entre os mais relevantes da agenda desportiva e económica nacional. Nas serras portuguesas, o romantismo dos ralis mantém-se vivo como em poucos outros lugares do mundo. E quando Fafe rugir pela última vez no domingo, alguém vai sair de Portugal com pontos preciosos para a luta pelo título. A questão é apenas quem terá a velocidade, a cabeça e a sorte necessárias para o conseguir.

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