Porsche enfrenta tempos difíceis e prepara corte de 5000 empregos

Outras Notícias

Porsche 911 GT3 Bergsport: o 911 que nasceu para atacar as curvas dos Alpes

Edição limitada a 100 unidades combina o motor atmosférico...

Kimi Antonelli revela confiança na vitória após recuperação incrível

Kimi Antonelli concretizou uma recuperação impressionante ao vencer o...

Adrien Fourmaux avalia futuro incerto no WRC após temporada forte

Adrien Fourmaux enfrenta um momento decisivo na sua carreira...

FIA confirma sanções a Colapinto e Perez no GP de itália

Franco Colapinto da Alpine e Sergio Perez da Cadillac...

Partilhar

A Porsche vai avançar com uma nova redução da força de trabalho e prevê eliminar mais de 5000 postos de trabalho até 2035. Apesar da dimensão dos cortes, a marca alemã garante que não haverá despedimentos compulsivos.

O novo plano de reestruturação foi acordado com os representantes dos trabalhadores e prevê, em contrapartida, um investimento de 2,1 mil milhões de euros nas fábricas de Zuffenhausen e Weissach. A Porsche compromete-se ainda a manter a garantia de emprego até ao final de 2035.

O chamado Future Package foi negociado com o sindicato IG Metall e a associação patronal Südwestmetall e faz parte da estratégia Sportwagenschmiede 35, criada para recuperar a competitividade da Porsche num período particularmente difícil para a marca.

A fabricante enfrenta uma quebra da rentabilidade provocada sobretudo pela desaceleração do mercado chinês, um dos mais importantes para a Porsche, mas também pelo aumento dos custos de produção.

Atualmente, a Porsche emprega cerca de 42.000 pessoas. A redução de mais de 5000 trabalhadores será feita através de reformas, pré-reformas, saídas naturais e acordos de rescisão voluntária. A empresa garante que não recorrerá a despedimentos compulsivos até 2035.

Mas o corte no número de trabalhadores não será a única medida para reduzir custos. O acordo prevê também alterações nas condições laborais e salariais, com o objetivo de aumentar a produtividade.

Entre as medidas está o adiamento, até 2035, de 3,5% dos aumentos salariais previstos para os trabalhadores abrangidos pelo acordo coletivo da Porsche. A administração e os restantes cargos de topo também vão prescindir de aumentos salariais em 2027 e 2028.

O subsídio de Natal será igualmente reduzido. A componente voluntária paga pela empresa vai passar progressivamente dos atuais 45% para apenas 5% até 2035. Na prática, o prémio máximo deixará de corresponder a um salário completo e ficará limitado a 60% desse valor.

Também o teletrabalho vai sofrer alterações. Os trabalhadores passarão a ter um limite de oito dias de trabalho remoto por mês, contra os atuais 12 dias.

Estão ainda previstas mudanças nos horários das pausas e nos ciclos de produção das fábricas, medidas que procuram aumentar a eficiência e reduzir os custos operacionais.

Michael Leiters, diretor-executivo da Porsche, reconhece que a recuperação da marca dependerá diretamente da capacidade de voltar a ser competitiva. Segundo o responsável, alcançar os objetivos definidos e melhorar os resultados financeiros será essencial para garantir a segurança dos trabalhadores.

O novo plano mostra, assim, a dimensão dos problemas que a Porsche enfrenta. A marca está a tentar reduzir custos e aumentar a produtividade sem abdicar de investimentos importantes nas suas fábricas e sem recorrer a despedimentos compulsivos.

A estratégia será aplicada ao longo da próxima década e pretende preparar a Porsche para um mercado automóvel cada vez mais competitivo, especialmente na China, ao mesmo tempo que a fabricante procura recuperar a rentabilidade que perdeu nos últimos anos.

Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)