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Pierre Gasly destaca inconsistência das unidades de potência na F1

Publicado a 23 de Julho de 2026, 21h58  ·  Atualizado a 23 de Julho de 2026, 23h09  ·  2 min de leitura

Pierre Gasly revelou a sua frustração face às “inconsistências” nos novos motores da Fórmula 1, destacando a necessidade de encontrar compromissos para extrair o máximo desempenho antes do Grande Prémio da Hungria. O piloto da Alpine concorda com a avaliação de Oscar Piastri, que classificou a fiabilidade incerta das unidades de potência para 2026 como uma “forma muito má de fazer corridas”.

Gasly explicou que a complexidade das novas unidades de potência cria variações significativas no desempenho. “Numa volta, podes ganhar um décimo e meio, e na seguinte, por algum motivo, não consegues o mesmo rendimento. Na qualificação, isso traduz-se numa variação que pode custar-te algumas posições, o que nunca é agradável.” O piloto francês sublinha que esta irregularidade dificulta a consistência necessária para garantir bons resultados em momentos decisivos.

Além disso, Gasly criticou o sistema de gestão de energia que penaliza quem tenta arriscar para melhorar o tempo por volta. “Não sinto que o risco seja recompensado. Tentamos ser rápidos nas curvas, correr algum risco, talvez deslizar mais ou sobreaquecer os pneus, mas depois isso traz uma desvantagem devido à forma como a bateria é consumida. Para mim, não faz sentido, porque sempre me disseram para ir o mais rápido possível nas curvas.” Esta situação obriga os pilotos a adoptarem uma abordagem mais cautelosa e a fazer compromissos, mesmo que não gostem dessa realidade.

“Temos todos os mesmos recursos e, no fim, temos de ser inteligentes na forma como abordamos a corrida. Infelizmente, isso implica compromissos em determinados momentos”, acrescentou Gasly, demonstrando o seu desejo de adaptar-se a estas limitações para tirar o melhor partido possível do sistema.

Depois de um fim de semana complicado em Spa-Francorchamps, o piloto da Alpine quer recuperar terreno na classificação e ajudar a equipa a sair da estagnação entre os médios. O desafio passa por ultrapassar as dificuldades técnicas e encontrar soluções que lhes permitam voltar a competir nos lugares cimeiros.

Gasly mostra-se consciente das dificuldades e da necessidade de ajustamento perante as novas regras técnicas, focando-se em compreender os limites dos motores para maximizar a performance, mesmo que isso implique abdicar de certos riscos em pista. A próxima prova na Hungria será crucial para avaliar a evolução da Alpine e a capacidade dos pilotos em lidar com as limitações das unidades de potência.

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Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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