Peugeot pode voltar a fazer um GTI a gasolina. E esta é a notícia que os fãs queriam ouvir

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O E-208 GTI trouxe de volta uma das siglas mais desejadas da Peugeot, mas a marca francesa admite agora que poderá existir espaço para um GTI com motor de combustão. E sim, a ideia passa por uma solução híbrida.

A Peugeot voltou a dizer uma coisa que há algum tempo parecia impossível: um GTI com motor a gasolina pode voltar a fazer parte da gama. Depois de anos a guardar a famosa sigla na gaveta, a marca francesa ressuscitou-a recentemente com o E-208 GTI, um pequeno elétrico de 281 CV que recupera o nome que durante décadas esteve associado a alguns dos utilitários mais desejados da indústria automóvel. Mas há um problema.

Para muitos fãs, um GTI sem motor de combustão simplesmente não é a mesma coisa. E parece que a Peugeot também percebeu isso.

281 CV são suficientes. Mas não é a mesma coisa

O novo E-208 GTI tem números bastante sérios. O motor elétrico desenvolve 281 CV e 345 Nm, permitindo acelerar dos 0 aos 100 km/h em 5,5 segundos e atingir 180 km/h. Tem ainda diferencial autoblocante e uma afinação de chassis específica. O problema não está, portanto, na velocidade. Está na experiência. Com 1.535 kg, uma autonomia WLTP de apenas 375 km e toda a diferença de comportamento entre um elétrico e um pequeno desportivo a gasolina, é inevitável que surja a pergunta: E se a Peugeot fizesse novamente um GTI a sério? A resposta da marca é mais interessante do que seria de esperar.

Alain Favey, presidente executivo da Peugeot, não fechou a porta à ideia. Quando questionado sobre a possibilidade de um futuro GTI com motor de combustão, a resposta foi curta: “Poderia ser um híbrido.” E isto muda bastante a conversa.

A Stellantis está atualmente a trabalhar numa nova geração de sistemas híbridos que poderá permitir à Peugeot encontrar uma solução intermédia entre o elétrico puro e o tradicional motor a gasolina.

Não seria um regresso ao GTI de antigamente. Mas poderia ser a forma de manter viva a sigla sem ignorar as exigências atuais. A Peugeot sabe que os GTI ainda vendem sonhos Favey deixou também uma frase que merece atenção:

“As pessoas adoram carros desportivos pequenos. Temos de oferecer um produto que atraia toda a gente.” É difícil discordar. Durante décadas, os GTI foram precisamente isso: carros relativamente acessíveis, pequenos, leves e suficientemente rápidos para transformar uma estrada secundária numa experiência muito mais interessante.

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