Este BYD parece um Defender e vem para a Europa

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O novo BYD Ti 7 é um SUV híbrido plug-in de quase cinco metros, capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 4,8 segundos e percorrer até 119 km em modo elétrico. A BYD continua a carregar no acelerador da sua ofensiva europeia e acaba de acrescentar mais uma proposta à lista de modelos que prometem dar trabalho aos fabricantes tradicionais.

Chama-se Ti 7, tem quase cinco metros de comprimento, espaço para sete passageiros, 402 CV e uma imagem que não deixa propriamente dúvidas sobre aquilo que quer parecer. Basta olhar para ele para perceber a inspiração. Há ali qualquer coisa de Land Rover Defender, misturada com algumas soluções de design que já começam a ser características dos SUV chineses. E sim, vem para a Europa.

Depois da estreia no Reino Unido, onde custa cerca de 56.000 euros, o Ti 7 deverá chegar progressivamente a outros mercados europeus ao longo de 2027.

Quase cinco metros e muita presença

Com 4,995 metros de comprimento, o Ti 7 aposta numa carroçaria muito direita, cavas das rodas bem marcadas e uma postura bastante imponente. A BYD fala num desenho “sem concessões”. E percebe-se a ideia.

Não estamos perante um SUV que tenta parecer um coupé. Pelo contrário. O Ti 7 quer transmitir aquela imagem de veículo preparado para enfrentar qualquer coisa, mesmo que tecnicamente esteja bastante longe de ser um verdadeiro todo-o-terreno. Não tem chassis de longarinas nem pretende competir diretamente com um Defender. Mas visualmente quer jogar no mesmo campeonato. E isso nota-se.

402 CV num SUV de sete lugares

A parte mais interessante está debaixo do capô. O Ti 7 utiliza o sistema híbrido plug-in Dual Mode Performance, que combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos. A potência combinada chega aos 402 CV. Até aqui, nada de extraordinário para um SUV moderno. O que já é mais difícil de ignorar é o desempenho. 0-100 km/h em 4,8 segundos. Num SUV com sete lugares.

Ou seja, este BYD consegue ser mais rápido do que muitos automóveis que, pelo menos em teoria, foram construídos para serem muito mais desportivos.

119 km sem ligar o motor a gasolina

A bateria tem 36 kWh e permite uma autonomia elétrica de até 119 km segundo o ciclo WLTP. É um valor bastante interessante para um híbrido plug-in deste tamanho e significa que, para quem tiver possibilidade de carregar regularmente em casa, boa parte das deslocações diárias poderá ser feita sem utilizar uma gota de gasolina. Quando a bateria deixa de ser suficiente, entra em ação o motor 1.5 turbo.

É uma fórmula que a BYD está a utilizar cada vez mais na Europa: combinar a flexibilidade de um híbrido com uma autonomia elétrica suficientemente grande para tornar o sistema realmente útil.

Sete lugares e muito espaço

Por dentro, o Ti 7 segue a receita habitual da BYD: muito equipamento e muita tecnologia. Há sete lugares, teto panorâmico, vidros acústicos dianteiros, bancos em pele e um enorme ecrã central de 15,6 polegadas. Os bancos dianteiros e os lugares laterais da segunda fila têm aquecimento, ventilação e regulação elétrica. Quanto à bagageira, são 126 litros com os sete lugares em utilização. Rebatendo a terceira fila, o espaço aumenta para 970 litros, enquanto com as duas últimas filas rebatidas chega aos 1830 litros. Ou seja, é grande por fora e também sabe aproveitar o espaço por dentro.

Mais um SUV chinês a caminho

O Ti 7 será o segundo SUV de sete lugares da BYD na Europa, depois do Tang elétrico. E é mais um exemplo da estratégia agressiva da marca chinesa no nosso mercado. Um SUV enorme, sete lugares, 402 cv, tecnologia híbrida plug-in e 119 km de autonomia elétrica. Tudo isto num carro que, visualmente, parece querer convencer-nos de que acabou de sair de uma expedição. Agora falta saber uma coisa: quanto vai custar quando chegar aos restantes mercados europeus. Porque se a BYD conseguir manter um preço competitivo, este Ti 7 pode ser mais uma dor de cabeça bastante séria para os fabricantes europeus.

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