Toyota, plataforma compacta para híbridos e elétricos
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A nova plataforma Toyota está a ser desenvolvida para receber 3 tipos de motorização, híbrida, híbrida plug-in e elétrica.
Motores mais baixos, baterias mais finas e unidades elétricas compactas deverão permitir baixar o tejadilho sem sacrificar demasiado espaço interior.
O essencial
- A base em desenvolvimento deverá permitir berlinas, SUV e monovolumes.
- A Toyota aponta para baterias cerca de 20% mais baixas, destinadas a preservar espaço interior.
- A nova geração híbrida está prevista para cerca de 2030.
A Toyota quer deixar a escolha da motorização em aberto durante mais tempo.
Segundo a auto motor und sport, a marca está a desenvolver uma arquitetura para compactos que poderá receber sistemas híbridos, híbridos plug-in e propulsão exclusivamente elétrica.
A mesma base deverá servir berlinas, SUV e monovolumes, segundo o AutoGear apurou.
Hiroki Nakajima, responsável pelo desenvolvimento da Toyota, expôs o projeto a jornalistas na sede europeia da marca, em Bruxelas.
Nova plataforma Toyota
A explicação da Toyota está na procura, que muda consoante a região e o ano.
A marca pretende adaptar a produção às oscilações entre elétricos e híbridos plug-in, em vez de depender tanto de uma previsão de vendas.
Para isso, os engenheiros trabalham na altura de 3 componentes, o motor de combustão, a unidade de propulsão elétrica e a bateria.
Segundo a Toyota, reduzir o espaço ocupado por estes elementos permitirá criar automóveis mais baixos, com melhor aerodinâmica, em benefício do consumo e da autonomia.
A revista admite que esta compactação poderá aproximar segmentos hoje assentes em plataformas distintas.
Yaris e Corolla poderiam partilhar uma plataforma, além da arquitetura Toyota New Global Architecture (TNGA), hipótese que o artigo distingue da motorização elétrica já prevista para o novo Corolla.
Motores menores, potência semelhante

Nos motores de combustão, a Toyota desenvolve um novo 4 cilindros de 1,5 litros, atmosférico e turbo, acompanhado por um 2,0 litros turbo para versões mais potentes.
Apresentados em maio de 2024 como motores destinados a automóveis eletrificados, recorrem a um curso dos pistões mais curto para reduzir a altura.
Segundo a marca, o objetivo é manter pelo menos os níveis atuais de consumo e emissões, com potência semelhante apesar da menor cilindrada.
O sistema híbrido também será mais compacto do que o utilizado no atual RAV4.
O 1,5 litros atmosférico poderá assumir funções hoje desempenhadas por motores entre 1,5 e 2,0 litros, enquanto o turbo poderá substituir unidades de 2,5 litros.
A redução de variantes promete simplificar o fabrico e a homologação, mas Nakajima reconhece que o novo 4 cilindros pesa ligeiramente mais do que o atual 1,5 litros de 3 cilindros.
Bateria cerca de 20% mais baixa
Na componente elétrica, a Toyota desenvolve unidades de propulsão mais compactas e muda as ligações das células prismáticas de iões de lítio do topo para as laterais.
A marca aponta para uma redução de cerca de 20% na altura da bateria e uma melhoria de aproximadamente 20% no aproveitamento do espaço.
Esta alteração não significa mais capacidade ou autonomia por si só.
Segundo a explicação apresentada, permite preservar espaço entre o piso, os bancos e o tejadilho, mesmo com uma carroçaria mais baixa, algo que deverá beneficiar particularmente o novo Corolla.
Uma base, diferentes exigências
A revista distingue esta estratégia da seguida pela BMW, cujos novos iX3 e i3 utilizam uma arquitetura específica para elétricos.
O novo Série 3 mantém uma evolução da plataforma CLAR, enquanto a Toyota pretende reunir mais motorizações numa base comum.
Na análise da revista, essa solução poderá ajudar a Toyota a repartir maiores volumes de produção pela mesma plataforma quando a procura mudar.
Em contrapartida, a arquitetura terá de conciliar as exigências distintas de cada motorização.
Híbridos apontados a 2030
Nakajima explicou à revista que o investimento na atual tecnologia de baterias precisa primeiro de ser recuperado.
Embora tenha confirmado as baterias de estado sólido para 2027, a sua utilização nos compactos terá de esperar.
O responsável pelo desenvolvimento da Toyota apontou a chegada da nova geração híbrida para cerca de 2030.
Nakajima não confirmou se a bateria mais baixa chegará nessa altura.
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Perguntas e respostas
A Toyota prepara plataforma para 3 motorizações com menos altura?
A Toyota está a desenvolver uma arquitetura para compactos que poderá receber sistemas híbridos, híbridos plug-in e propulsão exclusivamente elétrica.
A mesma base deverá servir berlinas, SUV e monovolumes.
A bateria mais fina aumenta a autonomia?
Esta alteração não significa mais capacidade ou autonomia por si só.
Permite preservar espaço entre o piso, os bancos e o tejadilho, mesmo com uma carroçaria mais baixa.
Quando chega a nova geração híbrida da Toyota?
O responsável pelo desenvolvimento da Toyota apontou a chegada da nova geração híbrida para cerca de 2030.
Ficha técnica
- Motor gasolina
- 1,5 litros 4 cilindros atmosférico e turbo
- Motor gasolina alternativo
- 2,0 litros turbo
- Redução altura bateria
- Cerca de 20%
- Melhoria aproveitamento espaço
- Aproximadamente 20%
- Previsão chegada híbridos
- Cerca de 2030
AutoGear · 46 artigos
Para ele, uma corrida nunca é só uma corrida. Segue as motos e os automóveis a pensar no que um resultado vai querer dizer três provas depois, nas rivalidades que fazem uma época e na história que dá peso a cada vitória. Além disso, gosta de passar tempo na oficina a montar e desmontar motores. É o que se chama um verdadeiro apaixonado.
Colaborador do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.