A Mercedes resolveu o problema que prejudicou o desempenho de George Russell no Grande Prémio da Bélgica, ao introduzir modificações no software de gestão de energia antes da prova na Hungria. O piloto britânico sofreu uma significativa perda de velocidade nas retas em Spa-Francorchamps, especialmente na aproximação à chicane final, que lhe custou várias décimas por volta em qualificação face ao seu companheiro de equipa Kimi Antonelli.
Durante a qualificação em Spa, o défice de tempo entre Russell e Antonelli situou-se entre dois a dois décimos e meio por volta, uma diferença ainda maior nas simulações de corrida. Segundo Toto Wolff, chefe da Mercedes, a questão estava relacionada com a bateria do carro de Russell que esgotava energia mais cedo, embora não houvesse uma explicação imediata para o motivo pelo qual o piloto sofria mais do que o colega.
Mais detalhes explicam que o problema residia num elemento do código da unidade motriz de Russell, que concentrava o uso de energia na primeira parte da volta. Este comportamento fazia com que, ao aproximar-se de Les Combes, o piloto utilizasse energia extra de forma prematura, agravada por diferenças na gestão da recuperação e uso da bateria no setor intermédio, o que resultava em falta de potência na chicane final. A Mercedes identificou esta falha após a prova na Bélgica e implementou as correções para evitar a repetição deste fenómeno.
Além disso, a equipa esclareceu o que provocou a falta de energia na primeira volta em Spa, que afetou ambos os pilotos. Um erro de software impediu a recuperação adequada de energia na entrada da curva La Source, o que levou a um consumo excessivo na saída para compensar o atraso do turbo. Assim, Russell e Antonelli ficaram sem a energia esperada na reta Kemmel.
A abordagem distinta dos pilotos em Eau Rouge também contribuiu para as diferenças de desempenho. Russell passou a curva a fundo, entrando numa fase de redução de energia que o limitou a 308 km/h durante algum tempo. Antonelli, por sua vez, teve de aliviar o acelerador após ser ultrapassado por Max Verstappen, o que ativou um modo de motor ligeiramente diferente, fornecendo-lhe mais potência e permitindo-lhe recuperar a liderança.
Para o Grande Prémio da Hungria, a Mercedes espera que o circuito, com maior perfil energético, não acentue tanto a importância da gestão de energia como aconteceu em Spa, após as correções aplicadas no software. A equipa mostra-se confiante em garantir um melhor desempenho de Russell nas próximas provas.
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