A Mercedes põe turbo elétrico de 5 kW no motor M 252 LS
Electric Quotient — Mercedes-Benz EQS Unveiled - Motoring World
A Mercedes-Benz apresentou a 27 de outubro o M 252 LS, motor de 1,5 litros com turbo elétrico de 5 kW que também recupera energia dos gases de escape. No GLB 250, a marca anuncia cerca de 17% menos emissões de CO₂ face ao antecessor, ainda sem valores WLTP definitivos para a nova versão. A gama GLB já está à venda em Portugal desde 56 850 euros.
O essencial
- O M 252 LS combina um motor a gasolina de 231 cv com uma contribuição elétrica de 23 kW (31 cv).
- O turbo elétrico pode recuperar energia dos gases de escape com uma potência de até 2 kW.
- Um EQS experimental com bateria de estado sólido percorreu 1.205 km sem carregamento intermédio.
A Fórmula 1 também serve para desenvolver motores de 1,5 litros. A Mercedes-Benz apresentou o M 252 LS, evolução do motor a gasolina lançado no ano passado, agora com turbo elétrico alimentado a 48 V.
Segundo o AutoGear apurou, o M 252 LS combina 231 cv (170 kW) com uma contribuição elétrica de 23 kW (31 cv). A Mercedes-Benz identifica-o como o seu motor de 4 cilindros mais potente para o segmento compacto.
Energia nos gases de escape

O turbo tem um motor elétrico de 5 kW (7 cv), pensado para melhorar a resposta em toda a faixa de funcionamento. Segundo a marca, também recupera até 2 kW, transformando a energia dos gases de escape em eletricidade. 2 novos veios de equilíbrio Lanchester reduzem as vibrações.
No GLB 250, a Mercedes-Benz anuncia uma aceleração cerca de 0,1 segundos mais rápida do que no anterior GLB 250 com motor M 260. A comparação aponta ainda para cerca de 17% menos emissões de CO₂, mas a nova versão ainda não tem valores definitivos no ciclo mundial harmonizado de ensaio de veículos ligeiros (WLTP). A gama GLB já está à venda em Portugal desde 56 850 euros.
O que vem da Fórmula 1

A tecnologia resulta da colaboração com a Mercedes-AMG High Performance Powertrains, em Brixworth, responsável pelos motores de Fórmula 1 da equipa oficial e de equipas clientes. A marca destaca a partilha de conhecimentos, métodos e rapidez de desenvolvimento, mais do que a transferência direta de componentes.
“Keine Technologie prägt den Charakter eines Fahrzeugs so sehr wie sein Antrieb, egal ob vollelektrisch oder als Hybrid.” A afirmação é de Jörg Bartels, vice-presidente de Desenvolvimento de Sistemas de Propulsão da Mercedes-Benz, que defende tecnologias ajustadas às diferentes necessidades dos clientes.
Uma base para os elétricos

Nos elétricos, a Mercedes-Benz desenvolveu e produz internamente a unidade motriz EDU 2.0, concebida para uma arquitetura de 800 V. Esta combina uma caixa de 2 velocidades com um inversor de carboneto de silício para melhorar a eficiência. Bateria, gestão térmica, carregamento e software funcionam como um sistema integrado.
Derivada do programa VISION EQXX, esta base modular abrange CLA, CLA Shooting Brake, GLB, GLA, GLC e Classe C. A marca prevê estender depois a arquitetura de 800 V aos Classe E e Classe S. Nos híbridos a gasolina e a gasóleo, a família modular FAME partilha soluções mecânicas e o motor-gerador integrado ISG 2.0.
Baterias em desenvolvimento
A Mercedes-Benz está a desenvolver uma combinação de materiais de cátodo de óxido de lítio-manganês e níquel-manganês-cobalto. O objetivo é aumentar a proporção de manganês e reduzir o recurso a níquel e cobalto, equilibrando densidade energética e custos.
Outra química em desenvolvimento, de óxido de lítio-níquel-manganês, dispensaria cobalto e poderia funcionar até 5 V. Segundo a marca, permitiria até mais 30% de autonomia face às baterias de fosfato de ferro-lítio, com peso e volume comparáveis.
Nas baterias de estado sólido, a Mercedes-Benz afirma que um EQS experimental com tecnologia desenvolvida com a Factorial Energy percorreu 1.205 km entre Estugarda e Malmö sem carregamento intermédio. A Mercedes-Benz também testa células Gen4 da ProLogium, soluções de outros parceiros e desenvolvimento próprio para avaliar desempenho, segurança e comportamento térmico.
Mais de 40 modelos
A Mercedes-Benz usa dados anonimizados de milhares de milhões de quilómetros reais para definir os objetivos dos seus motores. Simula as soluções, valida-as em bancos de ensaio e só depois passa aos testes nos veículos. O sistema operativo MB.OS permite partilhar software entre diferentes motorizações.
No ano em que celebra 140 anos, a marca levou 3 berlinas Classe S a 140 destinos em 6 continentes. A ofensiva industrial prevê mais de 40 novos modelos em menos de 3 anos, até ao final de 2027.
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Perguntas e respostas
Mercedes-Benz dá turbo elétrico ao motor de 1,5 litros?
O M 252 LS tem um motor elétrico de 5 kW (7 cv) no turbo, destinado a melhorar a resposta. Segundo a marca, o sistema também recupera energia dos gases de escape com uma potência de até 2 kW.
Quanto custa o Mercedes-Benz GLB em Portugal?
A gama GLB já está à venda em Portugal desde 56 850 euros. No GLB 250, a Mercedes-Benz anuncia uma aceleração cerca de 0,1 segundos mais rápida e cerca de 17% menos emissões de CO₂ face ao antecessor com motor M 260. A nova versão ainda não tem valores WLTP definitivos.
Que resultado conseguiu a bateria de estado sólido da Mercedes-Benz?
Um EQS experimental com tecnologia desenvolvida com a Factorial Energy percorreu 1.205 km entre Estugarda e Malmö sem carregamento intermédio. A Mercedes-Benz também testa células Gen4 da ProLogium, soluções de outros parceiros e desenvolvimento próprio.
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Ficha técnica
- Motor
- 1,5 litros a gasolina com turbo elétrico
- Potencia
- 231 cv (170 kW) motor + 23 kW (31 cv) elétrico = 254 cv (188 kW)
- Turbo elétrico
- 5 kW (7 cv), recupera até 2 kW dos gases de escape
- Aceleracao 0-100 km/h
- 0,1 segundos mais rápida que o anterior GLB 250 com M 260
- Emissoes CO2
- cerca de 17% menos face ao antecessor (sem valores WLTP definitivos)
- Veiculo
- Mercedes-Benz GLB 250
- Preco
- A partir de 56 850 euros em Portugal
AutoGear · 26 artigos
Diz que a sua maior paixão ainda é o ténis. Mas escreve como poucos, e estuda como poucos o mercado das motos e dos automóveis: descobriu que tem mais do que um amor. Nos tempos livres tenta sair um bocadinho do mundo das motos e dos automóveis e voltar ao ténis. Mas já lá vai poucas vezes.
Colaborador do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.