Oscar Piastri viveu uma sexta-feira desafiante nos treinos livres do Grande Prémio do Mónaco de Fórmula 1, evidenciando as dificuldades da McLaren em encontrar soluções para elevar o desempenho do seu monolugar. O piloto australiano terminou o primeiro treino livre (TL1) na oitava posição, a 1,5 segundos do Ferrari mais rápido, e melhorou ligeiramente para o sétimo posto no segundo treino (TL2), reduzindo a diferença para cerca de um segundo. Apesar deste progresso, Piastri considerou o dia complicado e insuficiente para as ambições da equipa britânica.
A sessão da tarde ficou ainda mais condicionada por um problema mecânico no carro de Lando Norris, que teve de abandonar os treinos mais cedo, privando a McLaren de recolher dados cruciais para a afinação do monolugar. A situação foi agravada pela introdução de novas atualizações técnicas, incluindo testes com uma asa dianteira que já tinha sido experimentada anteriormente em Montreal, mas que acabou por ser rejeitada pela equipa.
“Foi um dia um pouco difícil. Senti que estava razoável, simplesmente não tão rápido como gostaríamos, infelizmente”, admitiu Piastri. “Fizemos algum progresso no TL2, passando de um segundo e meio para um segundo de desvantagem, mas ainda é complicado para nós. Há coisas para encontrar durante a noite.”
O jovem piloto reconheceu a superioridade evidente da Ferrari, que já era antecipada pela McLaren, mas sublinhou que a equipa esperava estar mais próxima em termos de ritmo: “Sempre esperámos que a Ferrari fosse rápida, e parecem mesmo muito, muito rápidos. Mas esperávamos estar bastante mais perto, por isso vamos ver o que conseguimos fazer amanhã.”
Com a qualificação a aproximar-se, a McLaren permanece empenhada em procurar melhorias, ainda que Piastri não tenha identificado mudanças radicais capazes de inverter a situação de forma imediata. “Na Fórmula 1 atual, nunca há nada que possas fazer para virar completamente o carro do avesso, por isso vamos tentar encontrar alguma coisa, porque precisamos, mas não tenho grandes ideias.”
A McLaren entra assim no fim de semana do emblemático traçado monegasco com um desafio claro: recuperar o ritmo e encurtar distâncias para as equipas da frente, num circuito onde a afinação fina e a gestão estratégica são decisivas para alcançar um bom resultado.
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