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McLaren defende unidades de potência da F1 apesar de críticas dos pilotos

Publicado a 7 de Outubro de 2026, 10h01  ·  Atualizado a 7 de Outubro de 2026, 13h55  ·  2 min de leitura

Andrea Stella, responsável pela McLaren, defendeu a Fórmula 1 após os problemas com as unidades de potência durante a volta de formação do Grande Prémio do Bahrain, na Malásia. Stella elogiou o trabalho realizado pela F1 na superação das falhas e pediu compreensão tanto aos fãs como aos pilotos. A corrida enfrentou um atraso significativo devido a falhas nas unidades de potência que ocorreram em condições de chuva, resultando numa espera de 40 minutos antes de os pilotos finalmente poderem iniciar a prova.

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A situação complicada foi provocada por um problema de software não antecipado pela FIA, pelas equipas ou pelos fabricantes de unidades de potência, levando os carros a entrar num modo de “limitação”, que a Mercedes e outras equipas já tinham utilizado nas primeiras corridas para obter um impulso extra durante as voltas de qualificação. Os pilotos expressaram praticamente uma crítica unânime, com o campeão em título Lando Norris a afirmar que o incidente sublinha a necessidade de a F1 eliminar os sistemas eletrónicos de autoaprendizagem.

Stella, no entanto, posicionou-se em defesa da nova regulamentação, a qual considera complexa, e reconheceu o trabalho que a Fórmula 1 tem realizado. “O que aconteceu no início não é ideal em termos de apresentação do desporto”, afirmou. “Mas ao mesmo tempo, é o primeiro ano de novas regulamentações, bastante complexas, do ponto de vista regulatório. Mesmo que ainda não esteja claro para mim qual foi o problema, também foi a primeira vez que começámos sob estas condições.”

O responsável da McLaren enfatizou que é importante reconhecer os esforços para que a competição funcione adequadamente. “Se ocorrerem alguns problemas de vez em quando, temos de aceitar que esses problemas existem para todos. Como competidor, não me sentiria confortável em afirmar que isso não estava ao nível adequado, dado que temos muitas questões praticamente todos os fins de semana.”

Stella ainda mencionou que, dado o nível de novidade nas regulamentações, é aceitável que existam aspectos que necessitem de ajustes. A discussão sobre o futuro das unidades de potência continua, com especulações de que a F1 poderá regressar a unidades de potência V8 mais simples em 2030 ou 2031, mas muitos fãs estão a pedir alterações a um prazo mais curto.

Com a próxima prova a ser discutida, as equipas e pilotos estarão atentos a como a F1 irá abordar e resolver estes problemas técnicos, que impactam a experiência tanto dentro como fora da pista.

Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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